O Athletico Paranaense registrou um déficit de R$ 58,1 milhões em 2025, ano em que garantiu seu retorno à Série A do Campeonato Brasileiro, após sofrer rebaixamento em seu centenário, em 2024. As informações financeiras foram apresentadas e aprovadas por unanimidade durante a reunião do Conselho Deliberativo na quarta-feira (22), na Arena da Baixada, em Curitiba.
Com isso, encerra-se uma sequência positiva de 11 anos consecutivos com superávit. A única exceção neste período ocorreu em 2013, quando o clube não disputou partidas em sua casa, visto que o estádio passou por reformas para a Copa do Mundo de 2014.
O relatório financeiro de 2024 mostrou um superávit de R$ 23,4 milhões, uma diminuição drástica de 93,88% em comparação a 2023, ano em que o Athletico alcançou o recorde de R$ 383,2 milhões em superávit, impulsionado pela venda do atacante Vitor Roque.
Na apresentação, o presidente Mario Celso Petraglia identificou a redução nas receitas como a principal responsável pelo déficit. O total arrecadado pelo clube em 2025 foi de R$ 512,6 milhões. A queda mais significativa ocorreu nos direitos de transmissão, que diminuíram de R$ 57,5 milhões em 2024 para apenas R$ 23,6 milhões em 2025.
Outros fatores que contribuíram para a diminuição nas receitas envolveram as vendas de jogadores: a receita caiu de R$ 284,5 milhões em 2024 (impulsionada pela venda do goleiro Bento) para R$ 203,3 milhões em 2025. As receitas de partidas também mostraram uma redução, passando de R$ 85,4 milhões em 2024 para R$ 69,6 milhões em 2025.
Petraglia ainda mencionou que a atual administração está explorando a possibilidade de transformar a entidade em uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF), mas não forneceu mais detalhes sobre essa iniciativa.
Histórico financeiro do Athletico ao longo dos anos
Os números do Athletico nas últimas temporadas demonstram a trajetória do clube em relação ao superávit e déficits. Desde 2012, apenas em 2013 o clube registrou um déficit. Confira os balanços financeiros apresentados:
- 2012: superávit de R$ 122,8 milhões
- 2013: déficit de R$ 6,4 milhões
- 2014: superávit de R$ 43,2 milhões
- 2015: superávit de R$ 45,8 milhões
- 2016: superávit de R$ 38,7 milhões
- 2017: superávit de R$ 26,4 milhões
- 2018: superávit de R$ 16,4 milhões
- 2019: superávit de R$ 63,4 milhões
- 2020: superávit de R$ 134,4 milhões
- 2021: superávit de R$ 66,2 milhões
- 2022: superávit de R$ 47,6 milhões (receita de R$ 424 milhões)
- 2023: superávit de R$ 383 milhões (receita de R$ 898,942 milhões)
- 2024: superávit de R$ 23,439 milhões (receita de R$ 609,342 milhões)
- 2025: déficit de R$ 58,1 milhões (receita de R$ 512,6 milhões)
Premiações e movimentações no mercado em 2025
O acesso à Série A, conquistado como vice-campeão da Série B, garantiu ao Athletico uma premiação de R$ 1,35 milhão. Na Copa do Brasil, o clube foi eliminado nas quartas de final pelo Corinthians, mas recebeu um total de R$ 13,6 milhões em prêmios.
No que diz respeito ao mercado de transferências, o Athletico teve movimentações significativas. Na primeira janela de 2025, o clube arrecadou mais de R$ 157 milhões com sete vendas, enquanto gastou apenas R$ 12 milhões na contratação do zagueiro Léo Pelé.
Entretanto, a segunda janela de transferências em 2025 foi marcada por contratações relevantes, incluindo o argentino Gastón Benavídez (por empréstimo) e uma série de colombianos: Juan Felipe Aguirre, Carlos Terán, Élan Ricardo, Steven Mendoza e Kevin Viveros, que se tornou a transferência mais cara da história do clube, custando 5 milhões de dólares, cerca de R$ 28 milhões.
Em contrapartida, o Athletico também viu saídas significativas, como a de Kauã Moraes, vendido ao Cruzeiro por R$ 10 milhões, e do volante Falcão, que se transferiu para o Hapoel Tel Aviv de Israel. Além dessas vendas, o clube faturou com as saídas de Agustín Canobbio para o Fluminense, Tomás Cuello para o Atlético-MG e Lucas Di Yorio, além da transferência do atacante Rômulo Cardoso para o RB Leipzig, da Alemanha.
Fonte:: umdoisesportes.com.br


