EUA afirmam ter progredido na reabertura do Estreito de Ormuz; dois navios já transitaram na região

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Estadao.com.br

As Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira, 4, que dois navios mercantes de bandeira americana conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz, com o suporte da Marinha no Golfo Pérsico. Esta operação faz parte de um esforço para restabelecer o fluxo de tráfego marítimo na área, que é uma das mais estratégicas do mundo.

Em um comunicado separado, as autoridades militares dos EUA refutaram as alegações feitas pelo Irã de que uma embarcação da Marinha americana teria sido atacada.

Este anúncio ocorreu um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, lançar uma nova iniciativa com o objetivo de orientar a navegação por essa passagem estratégica, que é crucial para o transporte de petróleo em todo o comércio global. O intuito de Washington é oferecer segurança à navegação em um cenário marcado pelo aumento das tensões na região.

O Centro Conjunto de Informações Marítimas, sob a liderança dos EUA, aconselhou as embarcações a utilizarem as águas de Omã ao atravessar o estreito e sugeriu a criação de uma “área de segurança reforçada”. O Comando Central americano não divulgou detalhes sobre a chegada dos navios militares à região nem sobre o momento da travessia dos mercantes.

No entanto, persiste a incerteza em relação ao nível de adesão das empresas de transporte marítimo e das seguradoras à nova rota, considerando os riscos elevados. Já foram registrados ataques do Irã a embarcações transitando pela região, e o país afirmou que continuará a agir dessa forma, o que resultou na retenção de centenas de navios no Golfo Pérsico por semanas.

Teerã também argumenta que a iniciativa dos Estados Unidos infringe o cessar-fogo alcançado no início de abril. O Irã tem explorado sua posição estratégica no estreito como uma forma de pressão econômica, apesar de suas limitações militares em relação aos EUA e seus aliados.

Recentemente, em meio ao aumento das tensões, os Emirados Árabes Unidos emitiram um alerta de emergência sobre possíveis ataques com mísseis, recomendando que a população buscasse abrigo. Este foi o primeiro aviso desse tipo desde o início do cessar-fogo, embora não tenham sido relatados imediatamente vítimas ou danos. Posteriormente, o alerta foi suspenso.

Irã acentua controle sobre a região do Ormuz

O comando militar do Irã reiterou nesta segunda-feira que os navios que desejam transitar pelo estreito precisam coordenar suas ações com as autoridades iranianas.

“Advertimos que qualquer força militar estrangeira — especialmente as agressivas forças armadas dos EUA — que tentar se aproximar ou entrar no Estreito de Ormuz será alvo de ataques”, declarou o major-general Pilot Ali Abdollahi durante entrevista à emissora estatal IRIB.

A interrupção do tráfego marítimo nessa rota tem afetado países da Europa e da Ásia que dependem do petróleo e do gás provenientes do Golfo Pérsico, elevando os preços de forma significativa em mercados fora da região.

Trump já se comprometeu a reduzir os preços da gasolina em meio ao período eleitoral para o Congresso, que ocorrerá neste ano.

Além disso, os Estados Unidos alertaram as empresas de navegação sobre a possibilidade de sanções caso paguem ao Irã pela travessia do estreito.

O Centro Conjunto de Informações Marítimas (JMI, na sigla em inglês) também orientou que os navegantes mantenham uma comunicação estreita com as autoridades responsáveis de Omã, “devido ao elevado volume de tráfego previsto”. O centro ainda destacou que as áreas próximas às rotas habituais “são consideradas extremamente perigosas, em virtude da presença de minas que não foram totalmente inspecionadas e neutralizadas”.

Fonte:: estadao.com.br

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