Estado homologa decreto que permite atendimento célere a Rio Bonito do Iguaçu por mais seis meses

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Parana.pr.gov.br

Seis meses após o tornado que devastou a cidade de Rio Bonito do Iguaçu, situada no Centro-Sul do Paraná, o Governo do Estado homologou, nesta quinta-feira (7), um novo decreto de estado de calamidade pública para o município. Esta medida, baseada no parecer da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil e com o apoio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, substitui o decreto anterior, que tinha uma validade de 180 dias.

O novo documento, com a mesma duração, tem como objetivo facilitar as contratações necessárias para dar seguimento à reconstrução da cidade, que sofreu danos severos, com aproximadamente 90% da área urbana afetada pelo tornado. Com esta nova homologação, o município terá acesso a recursos estaduais e federais, fundamentais para o enfrentamento das despesas geradas pela calamidade, uma vez que o município sozinho não conseguirá arcar com todos os custos.

Além de atender às demandas emergenciais, o decreto de calamidade pública permite a realização de despesas mesmo durante o período eleitoral. O coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil, salientou que a legislação eleitoral impõe diversas restrições que podem limitar a implementação de ações administrativas por parte da União e do Estado, especialmente em relação à transferência de recursos. No entanto, ele destacou que a lei não proíbe o auxílio em situações de emergência, permitindo que o estado intervenha para ajudar o município.

A avaliação da Defesa Civil aponta que, apesar das mobilizações e das ações emergenciais desencadeadas após o desastre, os impactos continuem a ser sentidos no município. Os danos incluem não apenas edificações públicas que prestam serviços essenciais, mas também residências que ainda estão comprometidas.

Além da infraestrutura, a situação afetou seriamente os serviços públicos, especialmente nas áreas de assistência social, educação e saúde. Os setores de agricultura, pecuária, comércio, indústria e serviços também sofreram severas perdas, refletindo diretamente na economia local. Os danos ambientais foram significativos, com a destruição de vegetação, áreas de preservação e degradação de ecossistemas. A acessibilidade a algumas comunidades, especialmente na zona rural, também foi severamente impactada.

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Histórico do desastre

No dia 7 de novembro de 2025, Rio Bonito do Iguaçu foi atingido por um tornado classificado com índice F3 na escala Fujita, o que evidencia a gravidade dos danos e a intensidade dos ventos, que superaram os 250 km/h. Esta tragédia resultou em danos a aproximadamente 90% das residências e estabelecimentos comerciais da cidade, além de provocar a morte de cinco pessoas.

Em resposta rápida à calamidade, o Governo do Estado organizou uma força-tarefa composta por equipes multidisciplinares, iniciando ações de apoio e recuperação em diversas frentes. Até o momento, mais de R$ 60 milhões foram investidos na cidade, sendo que a prefeitura recebeu R$ 11,5 milhões do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap) para aquisição de materiais de construção, além de um aporte de R$ 18,6 milhões pela Fomento Paraná, direcionado às empresas impactadas pelo fenômeno.

O governo também elaborou projetos a serem submetidos à Assembleia Legislativa do Paraná, com a finalidade de alterar as regras do Fecap. A mudança proposta busca permitir o repasse direto de recursos a famílias e empresas que sofreram com desastres. O fundo recebeu um investimento adicional de R$ 50 milhões, destinado à reconstrução da cidade.

Um dos programas implementados, denominado “Reconstrução”, disponibilizou entre R$ 20 mil e R$ 50 mil para mais de 830 famílias que tiveram suas casas danificadas ou destruídas pelo tornado, possibilitando a realização de reparos e aquisição de materiais. Adicionalmente, o programa “Superação” oferece um auxílio mensal de R$ 1 mil por um período de seis meses para apoiar estas famílias.

Até o final de maio, esse programa já havia fornecido R$ 10,9 milhões a 1.983 famílias, das quais 1.369 receberam seis parcelas, 268 cinco parcelas e 346 quatro parcelas.

Além do auxílio às famílias, o Fecap contempla também as empresas da região que sofreram prejuízos. Uma subvenção de R$ 10 milhões será destinada a cerca de 300 empreendimentos de diferentes setores, incluindo comércio, serviços e indústria.

O plano de reconstrução inclui a recuperação de prédios públicos que foram danificados, como Pronto Atendimento Municipal (PAM), unidades básicas de saúde, escolas e um centro municipal de educação infantil. Simultaneamente, está em andamento a construção de moradias pré-fabricadas, em um convênio com a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), que inclui a destinação de R$ 10,4 milhões para a construção de mais 80 casas na cidade.

Fonte:: parana.pr.gov.br

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