O Exército de Israel anunciou nesta quinta-feira, 18, que dará continuidade às suas operações militares na região sul do Líbano. Para reforçar sua posição, o país divulgou um mapa que ilustra a chamada “zona de segurança” que suas tropas mantêm dentro do território libanês, algumas vezes avançando até 10 quilômetros além da linha de fronteira entre as duas nações.
Em uma mensagem nas redes sociais, as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) explicaram que estão presentes na área devido a “necessidades operacionais”.
“As Forças de Defesa de Israel estão posicionadas na Zona de Segurança, aproximadamente 10 km dentro do território libanês, devido a necessidades operacionais. Os soldados das IDF continuarão a eliminar ameaças e a fortalecer a defesa dos moradores do norte de Israel”, foi o que afirmaram.
O comunicado ocorre um dia após a assinatura de um acordo entre os presidentes dos Estados Unidos e do Irã, que visa encerrar o conflito no Oriente Médio. Os termos deste entendimento preveem a cessação das hostilidades em todas as frentes do conflito, incluindo o Líbano. Apesar disso, o Exército israelense mantém sua posição de não interromper suas ações na região.
Diante do anúncio do acordo entre as duas potências, a intensidade dos confrontos na região sul do Líbano diminuiu consideravelmente. O Hezbollah, milícia radical xiita que recebe apoio do Irã, não realizou novas reivindicações de ataques contra Israel após a divulgação do Memorando de Entendimento.
Entretanto, a agência estatal libanesa NNA reportou que, nesta quinta-feira, três pessoas perderam a vida em ataques israelenses que ocorreram em várias partes do país. Uma das vítimas foi fatalmente atingida por um drone enquanto estava em seu veículo na região de Kfar Tebnit.
O Hezbollah começou a se envolver no conflito em março, realizando ataques contra Israel em retaliação à morte do líder supremo do Irã, que ocorreu no início da ofensiva militar liderada pelos israelenses e apoiada pelos Estados Unidos.
Em resposta a essas ações, Israel intensificou seus bombardeios em alvos no território libanês e deu início a uma ofensiva terrestre no sul do Líbano, uma região que faz fronteira com Israel e que é amplamente considerada como uma área de forte influência do Hezbollah.
/ COM INFORMAÇÕES DA AFP
Fonte:: estadao.com.br




