Meteorito encontrado em Marte revela mineral inédito no planeta

Redação Rádio Plug
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Os cientistas classificaram essa 1ª identificaç...

A análise detalhada de um meteorito originário de Marte revelou a presença de um mineral inédito, a granada do tipo andradita. Esse componente mineral é usualmente encontrado em certas rochas da Terra, mas sua presença em Marte nunca havia sido confirmada até agora. A descoberta foi divulgada recentemente na revista científica Geochemical Perspectives Letters.

No planeta Terra, a granada andradita se forma em ambientes que experienciam calor intenso, alteração química provocada por fluidos quentes ou em certos tipos de magmas. Portanto, a identificação desse mineral em Marte suscitou grande interesse entre os cientistas.

Os pesquisadores acreditam que a probabilidade da rocha ser realmente de Marte é alta, embora haja uma pequena possibilidade de que o fragmento tenha se originado de outro meteorito que caiu no planeta. Para validar a origem do meteorito, que recebeu a designação NWA 8171, novas análises serão realizadas.

Dentro desse meteorito, a equipe científica encontrou um pequeno fragmento de rocha que é predominantemente composto por:

  • granada do tipo andradita;
  • piroxênio (diopsídio/augita);
  • feldspato;
  • apatita.

A primeira identificação desse conjunto mineral foi classificada como “significativa” pelos cientistas, uma vez que, na Terra, as granadas andraditas estão geralmente associadas a processos de metamorfismo de contato e metassomatismo. Contudo, em Marte, a extensão e a natureza dos processos metamórficos ainda são objeto de especulação.

No artigo, os autores propuseram algumas hipóteses sobre a formação do meteorito NWA 8171. Uma delas sugere que a água pode ter circulado por rochas marcianas, alterando sua composição química e resultando na formação do meteorito. “A assembleia mineral com andradita pode ter se formado na superfície de Marte por metamorfismo térmico localizado, favorecido por fluidos,” afirmam os pesquisadores. Esta hipótese sugere que, em algum momento, Marte pode ter abrigado sistemas hidrotermais.

Outra hipótese levantada pelos cientistas indica que a rocha poderia ter se originado de um magma diferente dos tipos já conhecidos. Esta possibilidade implica que o interior de Marte possa ser mais diversificado do que se acreditava, sugerindo a presença de formas de vulcanismo ainda não identificadas.

Os pesquisadores afirmaram: “Se esse fragmento de rocha com andradita for resultado de processos metasomáticos ou metamórficos em Marte, o planeta pode refletir condições ambientais de antigos sistemas hidrotermais, possivelmente associados a impactos ou à intrusão de grandes massas de magma em sua crosta.”

Além disso, se a granada andradita tiver se formado sob altas temperaturas, isso pode indicar uma

A descoberta desse mineral em Marte não apenas enriquece o conhecimento sobre a geologia do planeta, mas também provoca novas indagações a respeito das condições que podem ter existido em sua superfície e subsuperfície, aumentando a curiosidade sobre a possibilidade de vida em Marte em tempos passados.

Fonte:: poder360.com.br

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