UEFA critica a FIFA por anular cartão vermelho de jogador na Copa do Mundo

Redação Rádio Plug
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A UEFA, entidade máxima do futebol europeu, divulgou uma declaração nas últimas horas em que expressa severas críticas à FIFA, em razão da decisão de anular o cartão vermelho recebido pelo jogador Florian Balogun, da seleção dos Estados Unidos, durante a Copa do Mundo. Na nota, a UEFA afirma que a FIFA “ultrapassou uma linha vermelha”.

Com a anulação do cartão vermelho, Balogun estará disponível para enfrentar a seleção da Bélgica nesta segunda-feira (6), pelas oitavas de final do torneio.

Decisão da FIFA gera controvérsias

A UEFA destacou que a decisão da FIFA “cruzou uma linha vermelha”, ressaltando que, neste caso específico, a interpretação da regra não era válida. A carta oficial da UEFA reitera que a integridade das regras do futebol é essencial para garantir uma competição justa e transparente.

A nota oficial verifica: “A decisão de ontem de suspender por um período probatório de um ano a implementação da suspensão automática de um jogo após o cartão vermelho dado ao jogador Folarin Balogun ultrapassou uma linha vermelha. O futebol, assim como qualquer outro esporte, depende de regras que fundamentam uma competição honesta. Embora algumas regras possam ser interpretativas, neste caso específico, não é o caso”.

Tratamento equitativo exigido

A UEFA enfatizou, ainda, que a FIFA deve aplicar “tratamento igualitário” em situações semelhantes à de Balogun. A entidade declarou que quando a certeza das regras não é garantida por quem as supervisa, a integridade do jogo é comprometida e a credibilidade da competição fica em risco.

“Esta decisão cria um precedente durante o torneio em curso, onde situações equivalentes deverão receber tratamento igual, o que compromete a seriedade da competição”, afirmou a entidade.

Caso Balogun: o que realmente aconteceu

O jogador, que é um dos artilheiros da seleção americana no torneio, foi expulso durante a partida contra a Bósnia, na fase de grupos. O árbitro brasileiro Raphael Claus avaliou um lance onde Balogun pisou no tornozelo do defensor adversário e, após consulta ao VAR, decidiu aplicar o cartão vermelho direto.

Após a decisão da FIFA de anular o cartão, informou-se que a entidade se baseou no artigo 27 de seu regulamento, que permite a suspensão de medidas disciplinares. A norma determinou que Balogun entraria em um período probatório de um ano, durante o qual outra infração similar resultaria na aplicação das punições pertinentes.

Essa reavaliação se seguiu a um pedido formal do governo do ex-presidente Donald Trump à FIFA, solicitando a revisão da suspensão. O veículo The New York Times reportou sobre a situação, a qual foi depois confirmada pelo UOL. Trump, aliado a Gianni Infantino, presidente da FIFA, se sentiu à vontade para expressar seu agradecimento: “Obrigado à FIFA por fazer o que é certo e reverter uma grande injustiça!”, afirmou em uma publicação na rede Truth Social.

Na sequência, Estados Unidos e Bélgica estarão frente a frente nesta segunda-feira (6), a partir das 21h (horário de Brasília), em uma partida que promete muita expectativa. O confronto será realizado na cidade de Seattle.

Nota Completa da UEFA

A UEFA também reafirmou na nota oficial, que a decisão da FIFA de não implementar a suspensão automática de um jogo após o cartão vermelho de Balogun “ultrapassou uma linha vermelha”. O comunicado reforçou a importância das regras que regulam o futebol como forma de assegurar uma competição íntegra e credível. “Um torneio não é um evento meramente isolado e, se for uma Copa do Mundo, gera consequências significativas para o esporte”, concluiu a UEFA.

  • Pela primeira vez na história, uma Copa do Mundo não conta com Brasil ou Alemanha entre os oito “melhores” times do torneio.

A crítica da UEFA à FIFA destaca uma situação que pode alterar a dinâmica e a confiança nas decisões que regem o futebol mundial, especialmente em um evento da magnitude da Copa do Mundo.

Fonte:: bemparana.com.br

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