Observatório nacional transmite eclipse solar total desta quarta feira

Redação Rádio Plug
4 min. de leitura
O Observatório Nacional vai transmitir o eclips...

Nesta quarta-feira (12 de agosto de 2026), um eclipse solar total poderá ser observado no hemisfério Norte, com maior destaque em nações como Espanha e Portugal. Embora o fenômeno astronômico não seja visível do território brasileiro, nem mesmo em sua forma parcial, os entusiastas da astronomia no país não precisarão ficar de fora. O Observatório Nacional programou uma cobertura especial com uma transmissão ao vivo pelas redes sociais, permitindo que o público acompanhe todos os detalhes do evento a partir das 12h, no horário de Brasília.

De acordo com as previsões científicas, o ápice do eclipse deve ocorrer às 14h. Além da Península Ibérica, o trajeto da sombra abrangerá territórios como Islândia, Groenlândia e partes da Rússia. Em localidades mais distantes desse corredor principal, situadas no restante do hemisfério Norte e no norte do continente africano, o evento astronômico se manifestará de maneira parcial.

A astrônoma do Observatório Nacional, Josina Nascimento, explica que a visibilidade de um eclipse total restringe-se a uma faixa geográfica estreita, o que exige deslocamento específico para quem deseja contemplá-lo in loco.

“Tem Sol, Lua e Terra, e a sombra da Lua vai fazer um caminho pela Terra. Só quem está neste caminho é que vê o eclipse do Sol. Esse caminho é de 300 km de largura”, detalha a pesquisadora. “Por isso que a gente acha que o eclipse solar é raro. Não é que ele seja raro, acontece em geral um eclipse total do Sol por ano. Mas quem vai estar naquela sombrinha são poucas pessoas”, acrescenta.

Entendendo a dinâmica do fenômeno

O alinhamento que resulta em um eclipse solar ocorre invariavelmente durante a fase de Lua Nova. Nesse momento, o satélite natural interpõe-se entre a Terra e o Sol, bloqueando total ou parcialmente a luminosidade solar e projetando uma sombra sobre o globo terrestre. Fora da faixa de cobertura total, o observador pode experimentar variações do fenômeno, como o eclipse anular, situação em que a Lua não consegue ocultar inteiramente o disco solar, resultando na formação de um anel luminoso ao redor do corpo celeste.

A especialista do Observatório Nacional faz um alerta rigoroso quanto aos cuidados necessários para a observação direta. Olhar para o Sol sem a devida proteção pode causar danos irreversíveis à retina e resultar em cegueira. A recomendação é utilizar exclusivamente óculos especiais que atendam à norma internacional ISO 12312-2 ou máscaras de soldador com vidro de graduação número 14.

Alternativas de observação e próximos eventos

Para quem deseja acompanhar o acontecimento científico com segurança e comodidade, o Observatório Nacional disponibilizará as imagens por meio de seu canal no YouTube. A instituição também prepara a cobertura de outro evento astronômico de destaque: um eclipse lunar visível do Brasil, programado para a madrugada dos dias 27 e 28 de agosto.

Josina Nascimento lembra que, quando os eclipses solares ocorrem com visibilidade em solo brasileiro, o órgão costuma promover ações educativas, incluindo a distribuição gratuita de óculos certificados em eventos públicos e oficinas práticas para confecção de dispositivos caseiros com materiais recicláveis.

“Tem outras observações indiretas que também são muito legais, que é você pegar, por exemplo, uma tampa de caixa de pizza, fazer um furinho e colocar um papel embaixo para projetar. Se o sol está bem alto na hora do eclipse, projeta no chão. Se está mais baixo, projeta em uma parede”, pontua a astrônoma.

Para aprofundar o conhecimento sobre as atividades da instituição e acompanhar materiais educativos anteriores, o público pode acessar a página oficial do Observatório Nacional.

Fonte:: poder360.com.br

Anúncios
Compartilhe este artigo