Os serviços de saúde na Holanda deram um passo significativo rumo à automação médica ao introduzir em sua rotina clínica um robô pioneiro capaz de realizar etapas cruciais da coleta de sangue para exames laboratoriais. Batizado de Aletta e desenvolvido pela empresa Vitestro, o dispositivo tecnológico é projetado para localizar a veia do paciente com precisão, inserir a agulha de maneira controlada, realizar a extração do material biológico e finalizar o atendimento aplicando o curativo necessário.
O equipamento já conta com a certificação CE, um selo regulatório obrigatório que atesta a conformidade para a comercialização e o uso de dispositivos médicos em todo o território da União Europeia. Além de sua implantação em solo holandês, a tecnologia recebeu autorização para uso clínico em outros países do continente, abrangendo a Bélgica, Dinamarca, Noruega e Suécia. No entanto, o sistema ainda aguarda avaliações e não possui aprovação da FDA, a agência federal responsável pela regulação de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, onde sua operação permanece indisponível. Até o momento, os valores comerciais da máquina não foram tornados públicos pela fabricante.
Assista ao vídeo (1min55s):
📹Vídeo 🇳🇱Holanda tem robô que faz coleta automática para exame de sangue
💉A Holanda passou a utilizar um robô capaz de automatizar etapas da coleta de sangue para exames. Chamado Aletta®, o equipamento da empresa Vitestro identifica uma veia, insere a agulha, coleta o sangue e… pic.twitter.com/CANjP9FQr1
— Poder360 (@Poder360) August 17, 2026
De acordo com os desenvolvedores da Vitestro, a implementação da robótica nos laboratórios tem como principais objetivos mitigar falhas humanas, padronizar os procedimentos para evitar variações indesejadas e otimizar o fluxo de atendimento, reduzindo consideravelmente o tempo de espera enfrentado pelos pacientes nas unidades de saúde. Além disso, o projeto mecânico foi concebido para gerenciar autonomamente outras fases complementares do processo, como o manuseio, a troca e a inversão dos tubos onde o sangue é armazenado logo após a extração.
Como funciona a tecnologia de punção automatizada
O robô foi rigorosamente planejado para atender o público adulto em ambientes de atendimento ambulatorial, possuindo flexibilidade para realizar a punção venosa em ambos os braços dos pacientes. Para garantir a segurança e a assertividade na localização do vaso sanguíneo, a máquina integra tecnologias avançadas de imagem por infravermelho próximo, ultrassom tradicional e ultrassom Doppler. A combinação desses recursos tecnológicos é fundamental para certificar que o ponto selecionado seja estritamente uma veia e não uma artéria, prevenindo complicações durante o procedimento.
Durante a execução de cada atendimento, o sistema emprega um conjunto exclusivo de agulhas que são rigorosamente limpas e esterilizadas, descartando qualquer risco de contaminação cruzada. Caso o sistema de inteligência e imagem encontre dificuldades e não localize uma veia considerada adequada e segura para a punção, o robô interrompe o processo de forma autônoma. Nesses casos, a equipe de profissionais de saúde presente no local assume o comando para avaliar e decidir a melhor conduta a ser tomada.
Após a conclusão bem-sucedida da coleta, os procedimentos de finalização seguem protocolos muito semelhantes aos aplicados em um atendimento tradicional manual, consistindo na aplicação de pressão controlada no local e na colocação do curativo. Informações divulgadas pela fabricante apontam que até mesmo pacientes que fazem uso contínuo de medicamentos anticoagulantes podem ser submetidos ao procedimento com o auxílio do robô, sem prejuízos à segurança.
Em termos de aceitação e conforto, pesquisas de satisfação conduzidas pela fabricante indicam que cerca de 85% dos pacientes avaliados relataram que a sensação de dor provocada pelo dispositivo robótico foi menor ou equivalente àquela sentida durante uma coleta de sangue tradicional realizada por um profissional humano.
Fonte:: poder360.com.br




