Jogadores de futebol do vasco e do vila nova são alvos de operação policial

Redação Rádio Plug
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Foto: © Polícia Civil do Rio de Janeiro/ Divulgação

Nesta segunda-feira (31), os atletas David Corrêa, do Vasco da Gama (RJ), e Hayner Cordeiro, do Vila Nova (GO), tornaram-se alvos de mandados de busca e apreensão durante uma ação conduzida pela Polícia Civil do Espírito Santo. A ofensiva policial faz parte de uma investigação batizada de “A Tropa”, que busca desarticular uma organização criminosa de atuação interestadual suspeita de envolvimento em crimes como tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.

De acordo com as autoridades capixabas, a operação mobilizou equipes para o cumprimento de quatro mandados de prisão temporária e 15 ordens de busca e apreensão. Os desdobramentos da investigação ocorrem de forma simultânea em municípios da Grande Vitória e em Afonso Cláudio, no Espírito Santo, além de estenderem-se para alvos localizados nos estados do Rio de Janeiro e de Goiás, bem como no Distrito Federal. O batismo da operação remete ao termo utilizado pelos próprios suspeitos para se autodenominarem.

Posicionamento dos clubes

Diante da repercussão do caso, as diretorias das equipes envolvidas se pronunciaram publicamente. O Vasco da Gama informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que está prestando total colaboração às autoridades competentes e que aguarda o encerramento das apurações. Conforme a Polícia Civil do Rio de Janeiro, o atleta do clube carioca foi o único alvo da ação no estado, tendo as ordens judiciais cumpridas tanto em sua residência quanto nas dependências do Centro de Treinamento do clube.

Por sua vez, o Vila Nova Futebol Clube emitiu uma nota oficial afirmando que o lateral Hayner negou qualquer tipo de envolvimento com atividades ilícitas. A diretoria goiana destacou que aguardará o andamento das investigações para adotar eventuais medidas cabíveis, caso sejam comprovadas irregularidades. Segundo o clube, as diligências na instituição ocorreram na residência do jogador e no Centro de Treinamento Vila do Tigre, com foco exclusivo em seu armário pessoal.

Ainda segundo a nota divulgada pelo Vila Nova, a defesa e o próprio atleta acreditam que a inclusão de seu nome na ordem judicial decorre de uma relação de amizade de infância com um dos investigados. Conforme a explicação, o suposto envolvido é originário da mesma comunidade onde o jogador cresceu no Espírito Santo, região que também possui laços com outros atletas alvos da mesma operação policial.

Estrutura da operação policial

No estado do Rio de Janeiro, o cumprimento das ordens judiciais contou com a participação da Polícia Civil fluminense, com diligências concentradas em bairros da zona sudoeste da capital, como Barra da Tijuca e Vargem Grande. As investigações conduzidas no território carioca buscam esclarecer se empresários e outros profissionais do meio esportivo mantinham vínculos com a facção criminosa investigada.

A coordenação dos trabalhos no Rio ficou a cargo da 14ª Delegacia de Polícia (Leblon), que recebeu suporte operacional da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Desarme) e de outras divisões do Departamento-Geral de Polícia da Capital. No Espírito Santo, a mobilização envolveu aproximadamente 100 policiais civis, contando com o suporte estratégico da Superintendência de Polícia Especializada, da Coordenadoria de Recursos Especiais e do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo. A Polícia Civil de Goiás também confirmou ter fornecido apoio logístico à operação integrada.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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