O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira, 22, que representantes do governo americano e autoridades do Irã mantiveram entendimentos diretos à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada em Nova York.
De acordo com o líder norte-americano, o encontro teve duração de três horas. A conversa foi classificada por ele como positiva, havendo a expectativa de que novas tratativas ocorram em um futuro próximo.
Declarações duras e o dilema sobre Teerã
A revelação sobre o diálogo reservado veio a público poucas horas depois de Trump subir à tribuna da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Em seu discurso oficial, o republicano utilizou tom severo e mencionou a possibilidade de “aniquilar” o Irã.
Durante sua exposição perante os líderes mundiais, Trump argumentou que sua administração tem se empenhado na resolução de impasses históricos e prolongados. Na visão do governo dos Estados Unidos, a República Islâmica do Irã atua como o principal financiador do terrorismo internacional, representando um risco iminente para a estabilidade global.
O presidente americano relatou que tentou estabelecer pactos diplomáticos com Teerã logo após o início de seu mandato, mas que as propostas teriam sido rejeitadas pelas lideranças iranianas. Diante disso, ele ponderou sobre os rumos da política externa para a região.
Conforme pontuou o chefe da Casa Branca, existem dois caminhos possíveis: firmar um entendimento que viabilize a reconstrução iraniana e sua inserção econômica no Oriente Médio, ou adotar uma postura de confronto militar direto para neutralizar o que classifica como ameaças à segurança internacional.
Perspectivas políticas e contexto internacional
Para Trump, a concretização de qualquer acordo definitivo com o governo de Teerã poderá avançar somente após as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, agendadas para novembro. O presidente avalia que o governo iraniano aguarda o desfecho do pleito americano para recalibrar sua estratégia diplomática.
O pronunciamento de Trump na sede da ONU sucedeu a intervenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O mandatário brasileiro criticou a postura de potências globais, reprovou a escalada de tensões envolvendo o Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz, além de rejeitar interferências geopolíticas na América Latina.
Atritos com a imprensa
Além das questões diplomáticas, o dia foi marcado por tensões entre o presidente americano e profissionais da mídia. Ao ingressar nas dependências da ONU, Trump questionou a presença de repórteres de uma emissora de TV americana, reiterando críticas recentes feitas aos veículos de comunicação.
O episódio ocorre em meio a uma disputa jurídica iniciada por organizações de imprensa contra restrições impostas pela Casa Branca ao acesso de jornalistas, medida que também gerou solidariedade e suspensão de coberturas conjuntas por parte de outras redes de televisão dos Estados Unidos.
Fonte:: estadao.com.br


