O zagueiro Kaique Rocha atingiu a marca de 300 dias consecutivos sem entrar em campo em partidas oficiais. Atualmente defendendo o Casa Pia, equipe de Portugal que enfrenta dificuldades e luta contra o rebaixamento na elite do futebol português, o defensor de 25 anos vive um momento completamente oposto ao de sua temporada anterior de maior destaque no cenário internacional.
Durante a campanha atual do campeonato nacional português, o atleta chegou a figurar no banco de reservas em três oportunidades das sete partidas disputadas pelo seu clube. No entanto, a última aparição efetiva do jogador dentro das quatro linhas ocorreu no dia 29 de novembro de 2025, ocasião em que sua equipe foi derrotada pelo placar de 2 a 0 diante do Alverca, em compromisso válido pela 12ª rodada da temporada passada.
Desde aquele confronto, o cenário tem sido de total inatividade competitiva. Kaique Rocha permaneceu como opção no banco de reservas em outros nove embates — somando compromissos do certame anterior e os compromissos recentes da atual jornada —, mas não foi acionado pelos treinadores. Nas plataformas digitais e registros oficiais do clube português, o zagueiro aparece apenas participando de sessões de treinamentos coletivos. Desde sua chegada ao futebol de Portugal, o defensor acumula um total de sete aparições, todas constando entre os titulares, tendo balançado as redes adversárias em uma única oportunidade.
O contraste com o recorde mundial de minutagem em 2024
A atual fase de ostracismo e ausência de minutos contrasta fortemente com o protagonismo que o atleta ostentava quando defendia as cores do Athletico. Em 2024, ano em que o clube paranaense celebrou o seu centenário, Kaique Rocha alcançou uma marca expressiva ao se consolidar como o jogador com o maior volume de minutos em campo entre todas as equipes das 20 principais ligas do planeta, conforme levantamento estatístico da plataforma especializada SofaScore.
Ao longo daquela temporada intensa, o defensor esteve presente em campo por 5.144 minutos, distribuídos em 61 partidas oficiais com a camisa rubro-negra. O zagueiro ficou ausente de apenas 12 compromissos oficiais do clube durante todo o ano, sendo que três dessas ausências ocorreram justamente nas rodadas finais do Campeonato Brasileiro. Apesar da alta frequência e da confiança depositada pelas comissões técnicas da época, o desempenho do atleta gerou forte contestação por parte da torcida, que o apontou como um dos principais alvos de críticas devido a falhas defensivas cruciais que culminaram na campanha de rebaixamento do Furacão para a Série B.
Disputa judicial e cobrança financeira envolvendo o Internacional

Além da situação delicada na carreira internacional, o nome de Kaique Rocha continua nos bastidores do futebol brasileiro motivando uma batalha jurídica. O Athletico decidiu acionar formalmente o Internacional na Justiça para cobrar valores pendentes referentes à transferência do atleta para o exterior. A informação sobre o litígio financeiro veio a público inicialmente por meio da cobertura da imprensa especializada.
Com a queda para a segunda divisão nacional ao término de 2024, a diretoria do clube paranaense optou por negociar o defensor, que na época retornou momentaneamente ao Colorado, clube com o qual mantinha vínculos anteriores. Na ocasião do acordo, o Rubro-Negro paranaense assegurou a manutenção de 40% dos direitos econômicos sobre uma futura venda do jogador.
O balanço financeiro divulgado pelo Athletico referente ao exercício de 2025 revelou um déficit expressivo de R$ 58,1 milhões, cenário no qual a negociação de Kaique Rocha constava por um valor base de R$ 801 mil. Pelo Internacional, no entanto, a passagem do zagueiro foi extremamente curta, resumindo-se a apenas 14 minutos em campo durante uma partida do Campeonato Gaúcho de 2025, antes de ser rapidamente repassado ao Casa Pia.
A transação entre o clube gaúcho e a equipe portuguesa foi fechada em 220 mil euros. Com base no percentual acordado em contrato, caberia ao Athletico o repasse de 88 mil euros, montante equivalente a aproximadamente R$ 528 mil na cotação da época. Contudo, o clube gaúcho repassou apenas a quantia parcial de R$ 125 mil aos cofres paranaenses, pagamento efetuado em outubro de 2025. Diante da inadimplência do restante da quantia, que totaliza R$ 403 mil, o departamento jurídico do Furacão optou por ajuizar a cobrança. Questionada sobre o andamento do caso, a cúpula athleticana informou institucionalmente que evita se pronunciar publicamente sobre litígios judiciais em curso.
Fonte:: umdoisesportes.com.br


