Parques estaduais do Paraná fecham temporariamente devido a alertas de temporal

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Iat.pr.gov.br

O Instituto Água e Terra (IAT) determinou o fechamento preventivo de quatro importantes unidades de conservação localizadas no Estado. A medida, que abrange o fim de semana entre esta sexta-feira (23) e o domingo (25), foi tomada em decorrência dos alertas emitidos pela Coordenadoria Estadual da Defesa Civil e dos prognósticos meteorológicos fornecidos pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

Com a previsão de chuvas intensas e acumulados significativos de precipitação em diversas regiões paranaenses, a gestão ambiental optou por restringir o acesso público para resguardar a integridade física de turistas, montanhistas, pesquisadores e funcionários que frequentam essas áreas naturais.

Quais unidades de conservação foram fechadas

De acordo com as diretrizes divulgadas pelo órgão estadual, a suspensão temporária da visitação atinge diretamente quatro locais de grande relevância ecológica e turística:

  • Parque Estadual Pico Paraná (abrangendo os municípios de Campina Grande do Sul e Antonina);
  • Parque Estadual Serra da Baitaca (situado entre Piraquara e Quatro Barras);
  • Parque Estadual Mata São Francisco (localizado em Cornélio Procópio e Santa Mariana);
  • Parque Estadual Salto São Francisco da Esperança (compreendendo as regiões de Guarapuava, Prudentópolis e Turvo).

A reabertura desses espaços de lazer e preservação não tem um horário fixo estabelecido, pois está condicionada à melhoria efetiva das condições meteorológicas e à avaliação técnica das equipes de monitoramento.

Motivos da interrupção na visitação

A decisão de fechar os parques estaduais fundamenta-se em critérios técnicos de segurança e conservação ambiental. Ambientes de serra e montanha, a exemplo do Pico Paraná e da Serra da Baitaca, são destinos tradicionais para a prática de ecoturismo, trilhas e montanhismo. No entanto, o solo encharcado e as intempéries aumentam drasticamente os riscos de acidentes graves.

Entre os principais perigos apontados pelo IAT durante períodos de chuvas fortes estão a instabilidade do terreno, a ocorrência de escorregamentos de terra, o risco de queda de galhos e árvores de grande porte, além da possibilidade de enxurradas repentinas em leitos de rios e cachoeiras, como na região do Salto São Francisco.

Além da segurança humana, o fator ecológico pesa na determinação. Solos de áreas montanhosas e trilhas de mata nativa apresentam alta fragilidade estrutural. O tráfego de pessoas sobre trilhas enlameadas e encharcadas acelera de forma expressiva os processos erosivos, causando danos irreversíveis à flora local e à integridade dos ecossistemas protegidos. Dessa forma, a suspensão funciona como um mecanismo duplo: protege o cidadão e mitiga os impactos ambientais negativos.

Monitoramento contínuo das condições climáticas

O cenário meteorológico é acompanhado de perto e de maneira contínua pelos técnicos do IAT, em estreita cooperação com a Defesa Civil e o Simepar. Caso a instabilidade climática persista ou se intensifique em outras áreas do território paranaense, novas Unidades de Conservação (UCs) poderão ter suas portarias fechadas preventivamente a qualquer momento.

O levantamento das condições e a decisão sobre a liberação ou manutenção do fechamento dos parques ocorrem em bases diárias. A orientação oficial repassada à população é de que os visitantes evitem deslocamentos para áreas de preservação, trilhas isoladas e encostas enquanto os alertas de tempo severo permanecerem vigentes no Estado.

GALERIA DE IMAGENS

    Parque Salto São Francisco ficará fechado neste fim de semana em razão das condições climáticas na região de Guarapuava
    Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST

Fonte:: iat.pr.gov.br

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