Nova unidade de conservação no rio paraná avança na assembleia legislativa

Redação Rádio Plug
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Localizado no Noroeste do Paraná, Porto Rico é ...

O estado do Paraná está cada vez mais perto de incorporar uma nova área protegida ao seu patrimônio ambiental. Trata-se do projeto voltado à criação do Parque Estadual da Costa Rica, uma iniciativa estratégica que abrange um complexo ecológico formado por ilhas, lagoas, extensas áreas de várzea e remanescentes de vegetação nativa situados ao longo do leito do Rio Paraná, contemplando os limites territoriais dos municípios de Porto Rico, Marilena e São Pedro do Paraná.

A proposta legislativa, concebida conjuntamente pelos deputados Luiz Claudio Romanelli (Republicanos) e Soldado Adriano José (PSD), tem acumulado importantes avanços no âmbito do Poder Legislativo estadual. Após tramitar com sucesso e obter pareceres favoráveis nas comissões de Constituição e Justiça e de Ecologia, Meio Ambiente e Proteção aos Animais, a matéria ganhou novo fôlego recentemente.

Desta vez, a iniciativa passou pelo crivo da Comissão de Obras, Transportes e Comunicação da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), colegiado que é presidido pelo deputado Ney Leprevost. Com mais esta aprovação, o texto caminha de maneira sólida rumo às próximas etapas de discussão no parlamento estadual.

Objetivos centrais da preservação ambiental

De acordo com os parlamentares autores da proposta, a criação da nova unidade de proteção integral tem como finalidade principal assegurar a salvaguarda da rica biodiversidade local. Além disso, o parque busca blindar áreas vitais para a reprodução da fauna aquática e conservar ecossistemas que apresentam alta fragilidade ecológica na região noroeste paranaense.

Apesar do foco rigoroso na conservação, o projeto de lei desenha um modelo de gestão que não isola completamente a área da sociedade. O texto prevê a possibilidade de autorização, sob estrito controle e normatização dos órgãos competentes, para o desenvolvimento de atividades voltadas à pesquisa científica, programas de educação ambiental e práticas de turismo ecológico sustentável.

Estudos preliminares e dimensões

Os levantamentos técnicos que embasaram a elaboração do projeto apontam que a região possui atributos mais do que suficientes para ostentar o status de unidade de conservação de proteção integral. As análises preliminares indicam que o futuro parque poderá abranger uma extensão aproximada de dez mil hectares.

Dentro dessa vasta poligonal, os técnicos identificaram uma série de fatores determinantes que justificam a necessidade de proteção rigorosa:

  • Elevada diversidade biológica da flora e da fauna locais;
  • Presença marcante de ecossistemas fluviais e áreas úmidas altamente sensíveis;
  • Existência de ilhas que ainda mantêm a vegetação nativa preservada da ação humana desordenada;
  • Ambientes fundamentais e estratégicos para a reprodução e manutenção de espécies aquáticas da bacia;
  • Função ecológica de extrema relevância para a garantia do equilíbrio hidrológico em toda a região.

Cabe destacar que, caso o projeto seja integralmente aprovado e sancionado, a delimitação exata e definitiva do parque será estabelecida posteriormente por meio de um decreto emitido pelo Poder Executivo. Esse detalhamento cartográfico ocorrerá com base em estudos técnicos aprofundados e em mapas georreferenciados.

Além disso, o planejamento para a efetiva implantação da unidade estipula que, após a sua criação oficial, o poder público terá o prazo máximo de até dois anos para elaborar e implementar o plano de manejo definitivo da nova unidade de conservação paranaense.

Fonte:: bemparana.com.br

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