No calendário global, o dia 7 de abril não é apenas uma data, mas um convite à pausa, à reflexão e, sobretudo, à ação.
Celebrado pela Organização Mundial da Saúde, o Dia Mundial da Saúde serve como um lembrete de que saúde vai além da ausência de doença: ela se manifesta no cotidiano, nas relações de trabalho, nas escolhas individuais e cada vez mais nas diretrizes das instituições.
Nesse cenário, a Unimed Federação do Estado do Paraná tem ressignificado o conceito de cuidado, ampliando sua aplicação tanto dentro quanto fora de suas estruturas. Colaboradores e beneficiários passaram a ser protagonistas de uma narrativa comum em que o bem-estar é considerado um valor essencial.
Num dia que poderia ser rotineiro, há um detalhe que faz toda a diferença: a luz que entra pelas janelas ilumina não apenas mesas e telas, mas um ambiente que busca ativamente ser acolhedor. As pausas não são vistas como desperdício de tempo, mas investimentos em saúde. Conversas que ultrapassam as demandas operacionais e chegam aos campos da escuta ativa. Especialmente, um entendimento crescente de que produtividade e bem-estar não são mutuamente exclusivos, mas caminham lado a lado.
Fabio Bielenki Hadid, coordenador de Gestão de Pessoas e NDH na Unimed Paraná, destaca que a cooperativa desenvolve diversas iniciativas para promover o bem-estar de seus colaboradores. O Programa de Qualidade de Vida, entre essas iniciativas, foca em hábitos saudáveis e no cuidado integral com a saúde. “As ações incluem atividades físicas, práticas de ergonomia, monitoramento da saúde ocupacional e campanhas preventivas, como vacinação e ações de conscientização durante todo o ano”, explica Hadid.
Esse movimento é fruto de uma construção contínua que se alicerça na qualidade de vida, iniciativas voltadas à saúde mental, promoção do equilíbrio entre vida pessoal e profissional e uma cultura organizacional que vê o colaborador como um ser integral. Não se trata apenas de fornecer benefícios, mas sim de criar condições reais para que os indivíduos sintam um verdadeiro pertencimento.
“A cooperativa reconhece que a saúde mental está diretamente relacionada à produtividade e ao desempenho no ambiente corporativo, e que colaboradores emocionalmente saudáveis tendem a ser mais engajados e motivados, apresentando melhor capacidade de concentração, tomada de decisão e relacionamento interpessoal”, destaca Hadid.
Neste contexto, pertencimento não é uma palavra vazia; é a sensação de ser visto e respeitado, de saber que, por trás de metas e resultados, existe uma rede que sustenta o indivíduo em sua complexidade. Antonio do Amaral Junior, gerente de Desenvolvimento e Estratégia, explica que esse sentimento transcende engajamento ou satisfação; refere-se à criação de um ambiente onde o colaborador se reconhece como parte fundamental do propósito organizacional. “Esse laço fortalece vínculos e aumenta o comprometimento, sustentando uma cultura mais colaborativa e humana”, afirma. “É nesse espaço que o bem-estar deixa de ser uma iniciativa isolada e se torna um pilar estratégico capaz de gerar resultados consistentes dentro e fora da cooperativa”, acrescenta.

O cuidado que se expande revela o compromisso com quem está fora
Esse cuidado interno reverbera, ultrapassando paredes, corredores e reuniões, e atinge quem está do outro lado: os beneficiários. Uma equipe que se sente cuidada tende a cuidar melhor, e essa relação, embora às vezes invisível, é claramente percebida por quem utiliza os serviços de saúde.
A Unimed Paraná, como sistema cooperativista de saúde, tem como essência a promoção da qualidade de vida de seus beneficiários, o que vai muito além do atendimento clínico. A área de Gestão da Atenção à Saúde se dedica a oferecer soluções e ações personalizadas, focando na prevenção, promoção e monitoramento da saúde a longo prazo.
Fora da cooperativa, o conceito de bem-estar se expande, incluindo novas dimensões. O foco não está apenas em tratar doenças, mas sim em preveni-las, orientar e acompanhar. “Nesse sentido, a Unimed Federação do Paraná desenvolve programas voltados à saúde corporativa junto às empresas contratantes, com ações específicas para os colaboradores dessas organizações, além de iniciativas de saúde mental, prevenção de doenças crônicas e exames de rastreio para os principais tipos de câncer”, explica Arianne Vilanova Almeida Gaio, gerente da Gestão da Atenção à Saúde na Unimed Paraná.
Histórias concretas ilustram essa transformação. Uma mãe que recebe apoio para entender o acompanhamento de seu filho; um paciente crônico que agora se sente seguro e acompanhado; um jovem que, motivado por uma campanha de prevenção, decide prestar mais atenção à sua saúde. Essas narrativas sempre discretas, mas muito significativas, revelam o impacto real de uma estratégia fundamentada no cuidado.
Para fomentar hábitos saudáveis, a cooperativa investe em ações educativas e de engajamento, como webinares, conteúdos digitais e discussões sobre saúde emocional e alimentação equilibrada. Essas iniciativas são complementadas por programas que incentivam o protagonismo do beneficiário no acompanhamento da sua saúde.
A tecnologia também desempenha um papel crucial nesse processo, ampliando as possibilidades de monitoramento e suporte informativo. “Plataformas como o aplicativo Mina Saúde, dedicado a trilhas preventivas, e canais digitais como o WhatsApp facilitam um contato mais ágil e próximo, sem perder a humanização no atendimento”, detalha Arianne.
Entre os principais programas destacam-se o Mude 1 Hábito, que promove mudanças no estilo de vida; o Pausa a Mente, focado no equilíbrio emocional; e o Saúde em Movimento, que incentiva a prática de atividades físicas regulares, sem esquecer das campanhas constantes para realização de exames preventivos. Cada iniciativa é direcionada a públicos-alvo específicos, garantindo maior assertividade nas ações.
Observando essas duas frentes – colaboradores e beneficiários – fica evidente que não se trata de iniciativas isoladas, mas sim de um ecossistema interligado. O bem-estar de um impacta diretamente o do outro, formando um ciclo que se fortalece e enriquece tanto a cultura interna quanto a percepção externa da instituição.
Neste fluxo contínuo, o Dia Mundial da Saúde assume um papel simbólico fundamental, mas não exclusivo. Ele não inicia ações, mas as torna visíveis. Serve como um marco para refletir sobre práticas que já constituem o cotidiano e que precisam ser constantemente aprimoradas.
De acordo com Hadid, “este cenário demanda uma cultura organizacional adaptada, capaz de promover um ambiente seguro por meio da integração de práticas que minimizam riscos físicos, emocionais e organizacionais, priorizando a prevenção e o apoio psicológico.”
O papel das lideranças e o futuro do cuidado
Um elemento-chave nesta construção é a liderança. Com a saúde mental, equilíbrio e qualidade de vida ganhando destaque, liderar requer novas competências. Não basta gerir processos; é necessário compreender as pessoas, acolher suas demandas subjetivas e criar ambientes seguros. O cuidado, nesse contexto, passa a ser uma responsabilidade compartilhada.
Hadid observa que “os líderes estão sendo capacitados para esse papel por meio de treinamentos focados em saúde mental, que incluem a identificação de sinais de estresse, ansiedade e outros aspectos do adoecimento emocional, além de orientações para promover uma atuação acolhedora e preventiva dentro das equipes.”
A Federação conta com diversos programas e práticas voltadas à promoção do bem-estar e saúde mental de seus colaboradores, partindo do princípio de que a harmonia entre corpo e mente está diretamente ligada à qualidade de vida e ao desempenho no trabalho, em uma abordagem integrada que busca fortalecer o equilíbrio emocional e criar um ambiente saudável e sustentável.
Dentre as principais iniciativas estão:

E talvez seja exatamente aí que reside a transformação fundamental. A saúde deixa de ser apenas uma resposta a problemas e passa a ser um valor intrínseco, que guia decisões, molda comportamentos e redefine prioridades.
A promoção do equilíbrio entre vida pessoal e profissional também reflete-se nas políticas adotadas pela Federação, que envolvem a flexibilização do modelo de trabalho, oferecendo opções de trabalho presencial, híbrido e remoto. As ações ainda incluem suporte à educação continuada, com incentivo financeiro para qualificação. “Buscamos um ambiente que valorize o equilíbrio, proporcionando condições para que o colaborador cuide de sua saúde física e emocional enquanto avança em sua carreira profissional”, destaca Hadid.
Ao contemplar as tendências futuras da cooperativa no campo do bem-estar e no atendimento integral aos beneficiários, Arianne menciona que “o cenário indica uma intensificação do monitoramento digital, com uso crescente de iniciativas de engajamento como a gamificação, aliadas a uma governança clínica cada vez mais integrada entre setores, com foco na qualidade, segurança e na experiência do paciente.”
Hadid complementa que, no que tange aos colaboradores da Federação, “um dos principais desafios consiste em aumentar a conscientização sobre a importância da saúde mental, reduzir estigmas e equilibrar as exigências operacionais com o suporte contínuo ao bem-estar, promovendo uma cultura de prevenção cada vez mais integrada.”
Por fim, o Dia Mundial da Saúde nos propõe menos uma celebração e mais um compromisso. Um compromisso que se revela nas escolhas diárias, nas políticas institucionais e na maneira como as organizações se posicionam em relação à vida.
Porque, em essência, cuidar de quem cuida e de quem é cuidado não são trajetórias distintas. Elas fazem parte de uma mesma história, uma narrativa que continua a ser escrita a cada dia, em detalhes muitas vezes despercebidos, mas que, juntos, sustentam o que há de mais fundamental: o bem-estar.
Entre o simbólico e a realidade
Se algo o Dia Mundial da Saúde nos ensina, é que o cuidado não pode ser episódico.
Ele precisa ser contínuo, intencional e compartilhado.
Talvez saúde seja isso: um conjunto de escolhas cotidianas, sustentadas por estruturas que possibilitam a sua realização. Assim, organizações que entendem seu papel vão além do serviço, tornando-se agentes de transformação, reafirmando que cuidar é, acima de tudo, um compromisso compartilhado.
Fonte:: bemparana.com.br




