O 1° Tribunal do Júri do Rio de Janeiro reinicia nesta sexta-feira (10) o julgamento de Rodrigo da Silva das Neves, um dos réus acusados de participar da execução do contraventor Fernando Iggnácio, que ocorreu em 2020. O juiz Thiago Portes Vieira de Souza, que preside a sessão, havia suspendido o julgamento na quinta-feira (9). Durante a interrupção, Rodrigo optou por permanecer em silêncio durante seu interrogatório.
Outros réus e estratégia de defesa
Além de Rodrigo da Silva, outros dois réus, os irmãos Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro e Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro, também estão envolvidos no caso. No início da sessão, eles decidiram dispensar seus advogados devido a divergências nas estratégias de defesa. Como resultado, o júri para Pedro e Otto foi suspenso e será remarcado para outra ocasião.
Juntamente com esses réus, o bicheiro Rogério Andrade é apontado como o mandante do crime, embora seu processo não esteja incluído nesta fase do julgamento. Existe também a informação de que Ygor Rodrigues Santos da Cruz, outro suspeito relacionado ao crime, foi encontrado morto em 2022.
A denúncia afirma que a execução de Fernando Iggnácio foi realizada sob o comando de Rogério Andrade, que supostamente controla o jogo do bicho e máquinas caça-níqueis na região de Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro.
Contexto do crime
Fernando Iggnácio foi assassinado no estacionamento de um heliponto no Recreio dos Bandeirantes, na zona sudoeste do Rio, logo após retornar de sua casa de praia em Angra dos Reis, localizada na Costa Verde. É importante ressaltar que Fernando e Rogério Andrade eram, respectivamente, genro e sobrinho do contraventor Castor de Andrade, figura proeminente do crime organizado que faleceu em 1997.
O caso tem gerado grande repercussão na mídia e entre os habitantes da capital fluminense, dada a notoriedade dos envolvidos e a relevância do crime organizado na região. O desdobramento do julgamento será acompanhado de perto, uma vez que coloca em evidência a luta das autoridades contra a criminalidade no estado do Rio de Janeiro.
O tribunal retoma o julgamento em um momento em que as instituições jurídicas buscam não apenas entender as dinâmicas do crime organizado, mas também fornecer justiça às vítimas e suas famílias. O desfecho deste caso poderá influenciar futuros processos e a percepção pública sobre o sistema de justiça e a segurança no estado.
Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br


