Ao longo de 14 dias de intensa programação cultural, a 34ª edição do Festival de Curitiba teve um papel fundamental no aquecimento da economia na capital paranaense. O evento atraiu um grande número de visitantes e impulsionou os serviços e atividades relacionadas ao turismo, com mais de 400 atrações espalhadas por teatros, cinemas, ruas e diversos espaços culturais, reunindo cerca de 200 mil pessoas.
A organização do Festival, em parceria com diversas entidades do setor, estimou que R$ 50 milhões tenham sido gerados na economia local durante o evento. A programação contou com o apoio do Viaje Paraná, órgão vinculado à Secretaria de Estado do Turismo (Setu-PR), além da Secretaria Estadual da Cultura do Paraná (SEEC) através do Programa Paraná Festivais, e contou com a colaboração da Sanepar e outras instituições.
De acordo com Irapuan Cortes, diretor-presidente do Viaje Paraná, “o turismo é uma engrenagem relevante para a economia e eventos de grande porte, como o Festival de Curitiba, são um de seus pilares. Atraímos visitantes e trabalhadores que se hospedam em hotéis, frequentam restaurantes, visitam atrações turísticas, e movimentam uma vasta cadeia de serviços, gerando renda, empregos e visibilidade para o Estado”.
Além do impacto positivo no público geral, o Festival trouxe benefícios significativos para os trabalhadores da região: foram gerados mais de 600 empregos diretos e cerca de 2 mil indiretos em diferentes setores. Os organizadores revelaram que entre 20% e 25% dos profissionais envolvidos na programação eram oriundos de outras partes do Brasil, demonstrando a abrangência do evento.
A Secretária de Estado da Cultura, Luciana Casagrande Pereira, ressaltou a importância do investimento do governo na economia criativa: “O Governo do Estado do Paraná, por meio da Secretaria da Cultura, tem investido de forma consistente no fortalecimento da economia criativa, entendendo seu papel estratégico para o desenvolvimento socioeconômico”.
Ela complementou destacando que “o impacto de cerca de R$ 50 milhões gerado pelo Festival de Curitiba evidencia como a cultura impulsiona o turismo, gera empregos e movimenta diversos setores. Este é um investimento que retorna em desenvolvimento, visibilidade e oportunidades para o nosso Estado”.
Hotelaria em alta
O setor hoteleiro também teve um desempenho positivo durante o Festival, com um aumento nas taxas de ocupação dos hotéis curitibanos variando entre 10% e 15% durante o evento, de acordo com o Sindicato Empresarial de Hospedagem e Alimentação (SEHA). O presidente do sindicato, Jonel Chede Filho, apontou que esses índices demonstram a força que eventos consolidados têm na economia local.
“Estamos falando não apenas de números, mas de geração de empregos, fortalecimento do turismo e valorização de toda a cadeia de serviços. Eventos como este reforçam a importância de Curitiba no cenário cultural nacional e evidenciam como um calendário diversificado de atrações é fundamental para manter a cidade ativa durante todo o ano”, comentou Chede.
Destaques do Festival
Na Mostra Lúcia Camargo, cerca de 80% dos espetáculos tiveram ingressos esgotados. O evento apresentou 28 peças em oito teatros durante treze dias, incluindo diversos espetáculos nacionais e internacionais, muitos dos quais foram reconhecidos como os melhores do ano em suas respectivas categorias. A programação também incluiu estreias nacionais e produções de artistas da América do Sul e da África.
Paralelamente à Mostra Lúcia Camargo, o Interlocuções promoveu uma série de atividades formativas, encontros, debates e a Rodada de Conexões, que reuniu curadores e programadores de festivais e salas de teatro de todo o Brasil, fortalecendo laços entre produtores e a cadeia cultural.
O Fringe, criado em 1998, também se destacou como um espaço essencial da programação, ao reunir companhias de teatro, circo, música e dança por meio de um cadastro voluntário. Em 2026, o Fringe contará com praticamente 250 atrações, registrando um aumento de interesse entre companhias e artistas que organizam mostras coletivas. Isso possibilita que apresentem seus trabalhos em um espaço democrático.
O Festival também disponibilizou atividades como o MishMash e o Gastronomix — um festival gastronômico inserido na programação — além do Guritiba, voltado para o público infanto-juvenil. “O impacto social é igualmente relevante na formação de novos públicos, garantindo teatros cheios e ampliando o acesso à cultura”, declarou Fabíula Passini, diretora do Festival.
Fonte:: cultura.pr.gov.br


