Meta vai usar keyloggers nos PCs de funcionários para treinar IAs

Redação Rádio Plug
Foto: Créditos: Divulgação/Meta

A Meta, empresa controladora do Facebook, está prestes a adotar uma estratégia polêmica em seu ambiente de trabalho. De acordo

Além das digitações, a empresa planeja monitorar movimentos e cliques do mouse, assim como a interação dos funcionários em sites e aplicativos relacionados às suas funções. A meta dessa abordagem é acumular uma quantidade significativa de dados que serão utilizados no aprimoramento de novas inteligências artificiais (IAs).

Imagem: Divulgação/Meta

Em entrevista ao veículo, a Meta confirmou suas intenções, mencionando que informações sensíveis serão excluídas dos dados coletados para treinamento. Segundo a empresa, os dados não serão utilizados para avaliar o desempenho dos funcionários, mas sim para obter “exemplos reais” de como as pessoas utilizam seus computadores.

Pessoas contribuindo para a automação de seu trabalho

O objetivo maior da Meta é desenvolver modelos capazes de substituir totalmente os funcionários em suas atividades com computadores. Assim, os colaboradores acabarão por ajudar na construção de sistemas que podem ameaçar suas próprias funções no futuro próximo.

Com isso, há questionamentos sobre a representatividade dos dados coletados, visto que os trabalhadores envolvidos nesse “programa” podem reduzir suas atividades pessoais nos computadores, sabendo que estão sendo monitorados. Além disso, essa vigilância pode desestimular a otimização de suas produtividades.

Imagem: Divulgação/Meta

Oficialmente, a Meta tem a intenção de investir cerca de US$ 600 bilhões em inteligência artificial até 2028, buscando se destacar nesse setor. A Reuters também revelou que, para financiar esse plano, a empresa prevê demissões de pelo menos 8 mil colaboradores em maio deste ano.

Ed Zitron, crítico da indústria de IA, apontou que as decisões de Mark Zuckerberg têm promovido um ambiente interno extremamente negativo na Meta. Em declarações à PC Gamer, ele destacou que a companhia é marcada por uma “cultura da paranoia”, e que muitos funcionários se sentem infelizes em trabalhar lá. Muitos deles permanecem na empresa apenas porque o mercado de tecnologia está passando por um período de cortes e incertezas.

Fonte: PC Gamer, Reuters

Fonte:: adrenaline.com.br

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