A Housemarque, estúdio finlandês responsável por títulos renomados como Returnal, apresenta Saros como sua mais recente adição ao catálogo exclusivo do PlayStation 5. Com uma proposta ambiciosa, o jogo visa tornar a experiência do gênero bullet-hell mais acessível a todos os jogadores, sem sacrificar a dificuldade característica. Após uma análise aprofundada, é evidente que a desenvolvedora conseguiu alcançar esse objetivo de maneira notável.
A trama de Saros coloca os jogadores no controle de Arjun Devraj, um executor enviado ao peculiar planeta Carcossa pela corporação Soltari. A missão de Arjun é localizar três expedições desaparecidas do programa Echelon, mas essa narrativa serve mais como pano de fundo para uma experiência de jogabilidade envolvente e emocionante.
Aspectos Positivos e Negativos
Aspectos Positivos
- Recursos de acessibilidade que facilitam a jogabilidade e tornam a experiência menos frustrante.
- Movimentação fluida e extremamente precisa, que permite aos jogadores executar ações com facilidade.
- O Modo Eclipse, que muda completamente a dinâmica do jogo, oferecendo novos desafios.
- Ação frenética, combinada com um nível de desafio elevado, mantêm os jogadores engajados.
- Visuais impressionantes que capturam a essência do mundo alienígena.
- Gun-play satisfatório, com mecânicas bem implementadas que garantem a diversão.
Aspectos Negativos
- Captura facial dos personagens durante interações in-game não é convincente, resultando em expressões pouco naturais.
- Algumas interações com personagens podem ser confusas, limitando a imersão na história.
- A coleta de recursos pode ser um processo demorado, exigindo um certo grau de grindu.
- Os padrões de design dos inimigos podem parecer repetitivos ao longo do jogo.
Mecânicas que Enhancem a Experiência
Uma das inovações mais notáveis de Saros é a mecânica de Segunda Chance. Com isso, Arjun pode retornar à ação após perder sua barra de vida pela primeira vez em um ciclo. Ademais, o Escudo de Energia se destaca como uma das principais inovações do título, permitindo que os jogadores absorvam projéteis azuis e os convertam em energia para habilidades especiais.
Ao experimentar Returnal após se familiarizar com o Escudo de Energia de Saros, torna-se evidente como essa mecânica transforma o gênero. A integração da mecânica se mostra natural e intuitiva, tornando-a quase indispensável em jogos dessa categoria.
Exploração e Progressão
Saros é estruturado como um shooter bullet-hell em terceira pessoa, proporcionando uma jogabilidade intensa e ação constante, sem momentos de descanso. A progressão em Carcossa reflete características de Returnal, com cenários lineares que mudam a cada morte do jogador.
Felizmente, o jogo se afasta dos elementos mais punitivos comumente encontrados em roguelikes, adotando mecânicas que são mais amigáveis aos jogadores. Diferente de muitos títulos do gênero, Saros permite que a ação continue a partir do último bioma explorado, evitando a frustração de recomeçar a jornada do início.
A árvore de habilidades permanentes é outro aspecto positivo. Os jogadores podem evoluir habilidades de Arjun utilizando recursos como lucenita e serenidade. Essa progressão torna a morte parte natural do processo, incentivando os jogadores a retornarem à ação com frequência.
O Impactante Modo Eclipse
O Modo Eclipse é uma característica marcante de Saros. Durante a exploração, Arjun pode encontrar totens alienígenas que corrompem o cenário, aumentando significativamente a dificuldade, com inimigos mais agressivos e novos tipos de ataque que afetam a barra de vida do protagonista.
Apesar do aumento na dificuldade, as recompensas também são aprimoradas, com locais secretos que só podem ser acessados através deste modo desafiador.
Armas e Customização
Saros oferece uma variedade de armas que, apesar de enxutas, possuem boas variações e características distintas. Cada arma conta com um disparo principal e um secundário, além de habilidades passivas que variam com o nível e o tipo de armamento. O gun-play está perfeitamente alinhado com o ritmo frenético e a precisão exigida em Carcossa.
Os Modificadores Carcosanos permitem que os jogadores iniciem suas partidas com bônus específicos, como ataques mais poderosos ou a remoção de malefícios. Porém, o jogo mantém um equilíbrio ao introduzir modificadores que trazem desvantagens.
Pontos de Atenção
Saros apresenta cenas cinematográficas excepcionais, com modelos de personagens bem elaborados. Contudo, os modelos faciais durante as interações no jogo tendem a parecer mecânicos e sem expressividade, criando um contraste negativo em relação aos visuais impressionantes do ambiente.
A narrativa, embora bem construída, pode ser confusa em determinados momentos. O modo como os diálogos são inseridos pode dificultar a compreensão da história, especialmente para jogadores que não estão familiarizados com tramas de ficção científica complexas.
Certain upgrades na árvore de habilidades requerem grandes quantidades de recursos, o que pode levar a um grind adicional que não agrada a todos os tipos de jogadores.
Considerações Finais
Saros se destaca como um shooter que oferece uma experiência consistente, com poucas falhas, priorizando a jogabilidade em sua essência. A Housemarque aprimorou aspectos importantes de Returnal, solucionando críticas e aperfeiçoando a mecânica roguelike.
Apesar da acessibilidade oferecida, Saros mantém um nível de dificuldade elevado, principalmente em confrontos com chefes que disparam centenas de projéteis. Os jogadores podem se ver presos em determinados níveis por bastante tempo, embora essa situação não se torne frustrante.
Embora não seja perfeito, Saros proporciona uma experiência sólida, divertida e viciante. O jogo mantém o desafio nas missões em Carcossa sem torná-las banais, consolidando-se como uma adição indispensável para os fãs do gênero.
Fonte:: noticiaconectada.com.br


