Paraná capacita profissionais para atuar com patrimônio histórico e gestão documental

Redação Rádio Plug
Foto: Divulgação / Seti.pr.gov.br

A primeira turma do Programa de Residência Técnica (Restec) do Governo do Paraná na área de Gestão Documental, Educação Patrimonial e História Pública iniciou suas atividades práticas em 11 museus e dez centros de documentação associados às sete universidades estaduais. Os profissionais selecionados para o programa participaram na quarta-feira (22) da aula inaugural do curso de especialização, que incluiu uma palestra sobre memória e educação patrimonial nas instituições de ensino superior do estado.

Ao todo, são 35 residentes recém-formados em diversas áreas, como arquitetura e urbanismo, arquivologia, artes visuais, biblioteconomia, biologia, ciência da informação, física, geografia, história, letras, museologia e pedagogia. Esses profissionais, contratados como bolsistas, irão atuar pelos próximos dois anos em Curitiba e em 12 cidades de diferentes regiões do Paraná, com 31 deles alocados em câmpus universitários e quatro na Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), órgão responsável pela coordenação dos programas de Restec.

O curso de especialização da residência é oferecido pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) na modalidade de ensino a distância (EAD). O objetivo principal é formar profissionais qualificados para a preservação, organização, difusão e valorização do patrimônio documental, histórico e cultural. Todo o conteúdo teórico é disponibilizado em uma plataforma de Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) da Universidade Virtual do Paraná (UVPR), que inclui aulas síncronas. O material didático é compostos por vídeos e textos de apoio.

De acordo com José Miguel Arias Neto, professor da UEL e coordenador do programa, a residência desempenha um papel essencial na interligação entre universidade e sociedade. “A residência capacita os profissionais a construírem uma perspectiva de história pública, com uma estrutura que se desenvolve do básico ao aplicado, abrangendo desde políticas culturais até a utilização de tecnologias, como inteligência artificial aplicada à gestão documental em museus e arquivos, resultando em uma formação robusta”, afirma.

A pós-graduação possui carga horária total de 360 horas e é formada por dez disciplinas que englobam a gestão de documentos digitais, políticas de patrimônio cultural, memória e patrimônio, conservação preventiva, museologia, gestão documental, história pública, educação patrimonial e inteligência artificial aplicada a acervos em ambientes virtuais. As atividades práticas acontecem em paralelo, com dedicação de 30 horas semanais.

O residente Abílio Alfredo Francisco, oriundo da República de Angola, está desenvolvendo suas atividades práticas na Seti e descreve o programa como uma importante conexão entre a formação acadêmica e a atuação profissional. “A residência é uma chance para recém-formados aplicarem conhecimentos teóricos na prática, preparando-se para os desafios da gestão da informação, além de contribuir para a preservação de memórias e agregar valor às organizações públicas e privadas, ao mesmo tempo em que fortaleço minha própria formação”, afirma o bolsista, que é graduado em Ciência da Informação.

Bruna Belter Zarpelão, historiadora selecionada para atuar no Museu Campos Gerais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), destacou a importância deste programa para sua atuação na área do patrimônio. “A residência permite unir teoria e prática, além de proporcionar uma base sólida para atuação na gestão de acervos e patrimônio, o que representa um ganho significativo tanto para minha formação quanto para meu currículo”, disse.

POLÍTICA PÚBLICA

Atualmente, o Paraná conta com 1.516 residentes técnicos em 11 programas desenvolvidos pelas sete universidades estaduais em diversas áreas, como desenvolvimento rural sustentável, economia rural, gestão ambiental, gestão por processos, gestão pública, inovação e governo digital, obras públicas, políticas de especialização produtiva, saúde pública, segurança pública e turismo. As residências são reconhecidas como uma política pública de Estado, com respaldo na Lei nº 20.086/2019.

Fonte:: seti.pr.gov.br

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