No dia 8 de setembro, o governo da China fez uma declaração informando que um navio-tanque com tripulação chinesa foi alvo de um ataque nas proximidades do Estreito de Ormuz. Este incidente ocorre em um contexto de crescentes tensões no Oriente Médio, como noticiado pela agência de notícias Reuters.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, confirmou que cidadãos chineses estavam a bordo do navio, mas até o momento não há relatos de feridos entre os tripulantes.
Conforme informações da Reuters, o ataque aconteceu antes de um importante encontro entre o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, e o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, realizado em Pequim na última quarta-feira, 6 de setembro. Durante essa reunião, um dos tópicos discutidos foi a reabertura do Estreito de Ormuz, uma via crucial para o transporte de petróleo.
A visita do chanceler iraniano a Pequim ocorre logo antes da chegada do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, previsto para os dias 14 e 15 de setembro. A China, que mantém uma relação de aliança com o Irã, se destaca como um dos principais importadores de petróleo do país persa.
As autoridades chinesas ainda não identificaram oficialmente o navio atingido. Entretanto,
Informações adicionais indicam que o navio relatou um incêndio em seu convés para embarcações nas proximidades na segunda-feira, 4 de setembro. O incidente ocorreu ao largo da costa dos Emirados Árabes Unidos, nas proximidades da área de Mina Saqr, situada no Golfo.
A imprensa da China também noticiou que um petroleiro relacionado ao país, que trazia a inscrição “CHINA OWNER & CREW”, teria sido o alvo do ataque na mesma segunda-feira, nas cercanias do Estreito de Ormuz.
Atualmente, cerca de 1.600 navios estão retidos no Golfo Pérsico após o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz pelo Irã, que foi uma resposta a um ataque sofrido pelo país em 28 de fevereiro, supostamente realizado por forças dos Estados Unidos e de Israel.
Além disso, um bloqueio imposto pelos EUA desde o mês passado tem reduzido a quantidade de navios que conseguem chegar ao Golfo de Omã. Aqueles que conseguiram passar pelo bloqueio adotaram medidas como desativar seus dispositivos de rastreamento, visando evitar serem detectados. Mudanças de nome de embarcações também não são incomuns nessa situação. Antes do aumento das tensões, cerca de 130 navios transitavam diariamente pelo Estreito de Ormuz.
Este incidente com o navio-tanque acentua ainda mais as preocupações sobre a segurança no transporte marítimo na região do Oriente Médio, uma área que já é altamente volátil devido a questões políticas e conflitos geopolíticos.
Fonte:: estadao.com.br




