EUA podem retomar tarifas elevadas sobre produtos da União Europeia se acordo não for cumprido

Redação Rádio Plug
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Representante comercial dos EUA, Jamieson Greer...

Washington, 8 de maio (Reuters) – Os Estados Unidos anunciaram a possibilidade de reimplementação de tarifas mais altas sobre os produtos importados da União Europeia (UE) caso Bruxelas não cumpra os compromissos acordados até a data limite de 4 de julho. A declaração foi feita pelo representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, na última sexta-feira.

Greer revelou durante uma participação no programa ‘Mornings with Maria’, da Fox Business Network, que se reuniu com autoridades comerciais de vários países europeus e da própria UE durante uma viagem à Europa nesta semana. Ele expressou otimismo, afirmando que ‘as mentes estão focadas’ em realizar as mudanças necessárias para o cumprimento do acordo.

O representante comercial dos EUA destacou que foi informado sobre o comprometimento dos europeus em cumprir os acordos, mas ressaltou que acompanharão a situação de perto. “Estamos atentos, e se não houver progresso, os EUA voltarão a aplicar a estrutura tarifária anterior sobre a UE”, afirmou Greer.

Na quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, havia estipulado um prazo até 4 de julho para que a UE honrasse os compromissos de um acordo comercial previamente estabelecido em Julho do ano passado, na Escócia. Caso contrário, Trump indicou que as tarifas sobre produtos europeus, incluindo automóveis, poderiam ser elevadas para ‘níveis muito mais altos’. Ele havia mencionado anteriormente a possibilidade de aumento das tarifas sobre veículos e caminhões da UE para 25%, em vez dos 15% acordados anteriormente, a partir desta semana.

Impacto e Repercussões do Acordo

Ainda que os comentários do presidente americano tenham amenizado algumas tensões em relação às questões comerciais entre os dois lados do Atlântico, persiste o desacordo em relação a outras áreas, incluindo a situação no Oriente Médio, além da insatisfação de Trump com o aparente desprezo de seus aliados da OTAN em se envolver diretamente no conflito.

Vários fatores, como a proposta de Trump de adquirir a Groenlândia e uma recente decisão da Suprema Corte dos EUA que derrubou tarifas que originaram as negociações comerciais, atrasaram a ratificação do acordo pelo Parlamento Europeu.

Greer recordou que no ano passado, a UE havia se comprometido a eliminar todas as tarifas sobre produtos industriais dos EUA, garantindo acesso isento de impostos a certos produtos agrícolas e prometendo a revisão de diversas barreiras não tarifárias e regulatórias que poderiam dificultar o comércio.

Contudo, Greer expressou sua insatisfação ao afirmar que ‘não vimos nenhuma dessas promessas se concretizarem’. Passados sete ou oito meses, segundo ele, a UE ainda não implementou quaisquer das obrigações tratadas no acordo comercial, enquanto Washington teria cumprido sua parte, ajustando suas tarifas conforme o combinado.

Com a aproximação da data-limite, as expectativas e tensões devem continuar a aumentar, não apenas em Washington, mas também em Bruxelas, à medida que um possível recrudescimento das tarifas comerciais se avizinha.

Fonte:: infomoney.com.br

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