Em um desdobramento significativo durante o recente conflito com o Irã, Israel enviou aos Emirados Árabes Unidos um sistema de defesa antiaérea, além de pessoal especializado para operá-lo. A informação foi revelada nesta terça-feira, dia 12, pelo embaixador americano Mike Huckabee, em uma conferência ocorrida na Universidade de Tel Aviv.
Huckabee expressou seu reconhecimento e gratidão aos Emirados Árabes Unidos, destacando a importância da aliança entre os dois países. “Foram os primeiros signatários dos Acordos de Abraão (que tratam da normalização das relações com Israel) e é impressionante observar os benefícios que eles têm colhido. Israel acaba de lhes enviar baterias do ‘Domo de Ferro’ (…) Isso demonstra como existem relações extraordinárias entre os Emirados e Israel”, afirmou o embaixador.
Durante o conflito no Oriente Médio, que teve início no dia 28 de fevereiro com um ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, os Emirados Árabes Unidos se tornaram alvos frequentes de represálias por parte do governo iraniano. Desde a implementação de um cessar-fogo em 8 de abril, as hostilidades foram interrompidas, mas as tensões ainda permanecem elevadas.
De acordo com declarações da ministra de Cooperação Internacional dos Emirados, Reem al Hashimy, em entrevista à rede americana ABC no dia 19 de abril, o país sofreu mais de 2.800 ataques com mísseis e drones nos primeiros 40 dias do conflito. Apesar do cessar-fogo, os Emirados relataram uma série de ataques com mísseis e drones provenientes do Irã após o dia 8 de abril, apontando para a continuidade de um clima de insegurança na região.
Os Emirados Árabes Unidos, que detêm importantes reservas de petróleo, são considerados aliados fundamentais dos Estados Unidos no Oriente Médio. Além disso, o país faz parte do grupo de nações árabes que, em 2020, decidiu normalizar as relações com Israel, em um marco que ocorreu durante o primeiro mandato do ex-presidente americano Donald Trump.
A relação entre os Emirados e Israel se mostra não apenas uma questão de aliança política, mas também de segurança coletiva em face das ameaças regionais, especialmente do Irã, que continua a representar uma preocupação para os países da região.
Fonte:: estadao.com.br




