Poliniza Paraná dobra alcance e chega a 21 Unidades de Conservação do Estado

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Iat.pr.gov.br

O Projeto Poliniza Paraná, que visa fomentar ações de reflorestamento, educação ambiental e a conservação de espécies nativas, dobrou seu alcance em 2026. No dia 20 de maio, em comemoração ao Dia Mundial das Abelhas, o Governo do Estado anunciou que agora o projeto abrange 21 Unidades de Conservação (UCs) no Paraná, um aumento significativo em relação às dez UCs reportadas até o ano passado.

Este avanço inclui a instalação de um conjunto de meliponários (caixas de madeira para a criação de abelhas) e colmeias em diversas localidades, como no Jardim Botânico de Londrina e nos parques estaduais Mata São Francisco, Ibiporã, Rio da Onça, Pico do Marumbi, Amaporã, São Camilo, Vitório Piassa, Serra da Baitaca e Santana, além da Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) do Buriti, em Pato Branco.

A coordenação do projeto é realizada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), que também tem implementado meliponários em áreas verdes de nove instituições públicas, incluindo o Palácio Iguaçu, o Ministério Público do Paraná e o Museu Oscar Niemeyer (MON). Atualmente, o estado conta com 312 meliponários instalados, beneficiando 29 municípios paranaenses.

Ações de Educação Ambiental

Além do aumento no número de UCs atendidas, o projeto Poliniza Paraná também se propõe a intensificar ações de educação ambiental por meio de três novos projetos para 2026. Segundo o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza, a iniciativa envolve a criação de jardins com colmeias de abelhas nativas sem ferrão. O objetivo é promover a conservação da biodiversidade, essencial para a polinização e, consequentemente, para a qualidade e produtividade de frutos e grãos cultivados.

“Os jardins do Poliniza Paraná despertam o interesse da população, especialmente das crianças, para a importância da preservação ambiental. Desde cedo, buscamos instigar uma cultura de educação e proteção à natureza”, destaca Souza.

A implementação do projeto também está alinhada com as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Agenda 2030 das Nações Unidas, com foco no ODS 15, que trata da conservação da vida terrestre.

As abelhas desempenham um papel crucial, sendo responsáveis por aproximadamente 90% da polinização das espécies nativas da Mata Atlântica e 70% das plantas cultivadas que servem de alimento para os humanos. Ao polinizarem as flores atraídas por suas cores e aromas, essas abelhas garantem frutos mais saudáveis e uma maior quantidade de sementes, essencial para a produção agrícola.

A coordenadora de Patrimônio Natural e Educação Ambiental da Sedest, Nara Lúcia da Silva, reforça a relevância do projeto: “O Poliniza Paraná é vital para a manutenção do ecossistema. As abelhas são fundamentais para a produção de alimentos, uma vez que muitas culturas agrícolas dependem da polinização para a geração de frutos e sementes de qualidade. A ação desses insetos também fortalece os solos, regula o ciclo ecológico e contribui para mitigar as mudanças climáticas.”

O Programa Paraná Mais Verde

O programa Paraná Mais Verde complementa os esforços do Poliniza Paraná, incentivando o plantio de mudas de espécies nativas do estado. O propósito é integrar o desenvolvimento ambiental, econômico e social, além de estimular a população a plantar árvores em áreas urbanas e rurais, contribuindo assim para o equilíbrio do clima.

Desde 2019, mais de 13 milhões de árvores foram distribuídas para replantio em áreas que necessitam de recuperação ou de melhor arborização. O programa atua em seis linhas de ação, que incluem Revitaliza Viveiros, Viveiros Socioambientais, Incentivo a Espécies Ameaçadas de Extinção, Datas Comemorativas, Parques Urbanos e o Poliniza Paraná.

Fonte:: iat.pr.gov.br

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