Os incêndios florestais na França neste ano consumiram uma área duas vezes maior em comparação ao mesmo período de 2022, conforme anunciado nesta sexta-feira, 10, pelo diretor-geral da Segurança Civil do país, Julien Marion.
A França está enfrentando sua terceira onda de calor desde o mês de maio, com diversas regiões do oeste do país em estado de alerta máximo devido às elevadas temperaturas, enquanto as chamas se espalham por diversas áreas.
“Desde o início do ano, contabilizamos pouco mais de 8 mil focos de incêndio em todo o território, resultando em uma área queimada estimada em mais de 25 mil hectares”, disse Julien Marion. “Esse número é cerca do dobro em relação ao que foi registrado no mesmo intervalo do ano anterior”, complementou.
No sudeste da França, na região montanhosa do departamento de Drôme, um incêndio que já devastou aproximadamente 3,7 mil hectares ainda seguia avançando “slowly” nesta sexta-feira, de acordo
Nos últimos dias, outro incêndio também atingiu o departamento de Pirineus Orientais, localizado no sul do país, nas proximidades da cidade de Montalba-le-Château. Esse incêndio já havia consumido 4,9 mil hectares, resultando na evacuação de cerca de 12 mil pessoas, segundo a declaração do prefeito do departamento em 7 de julho.
O Alto Conselho para o Clima da França alertou nesta quinta-feira, 9, que as medidas adotadas pelo país para enfrentar o aquecimento global são “insuficientes”. Em junho, as autoridades registraram mais de 2 mil mortes relacionadas à onda de calor, além de 300 óbitos atribuídos às elevadas temperaturas no final de maio, conforme dados oficiais.
A crescente preocupação com os incêndios florestais na França reflete uma tendência mais ampla que afeta diversas regiões do mundo, impulsionada por ondas de calor cada vez mais frequentes e intensas, que são, em parte, resultado das mudanças climáticas. O aumento da temperatura, unido à seca prolongada, cria as condições ideais para o surgimento e a propagação dessas queimadas devastadoras.
A situação é um lembrete alarmante da realidade enfrentada pela França e outros países na luta contra as consequências das mudanças climáticas, o que exige uma resposta eficaz e urgente das autoridades e da sociedade civil.
Os incêndios têm trazido preocupação não apenas por suas consequências diretas, mas também pelos efeitos a longo prazo sobre o meio ambiente, a biodiversidade e as comunidades que habitam as áreas afetadas. Com a proteção das florestas sendo uma prioridade crescente, as autoridades francesas sentem a pressão de implementar medidas mais contundentes para contenção e prevenção de novas queimadas.
Além disso, a situação deve impulsionar debates sobre políticas climáticas e o papel da França na luta global contra o aquecimento global, com a necessidade de implementar estratégias efetivas que não apenas abordem os incêndios em si, mas que também tratem das causas subjacentes das mudanças climáticas que intensificam esses eventos.
Fonte:: estadao.com.br




