Ministério Público de SP denuncia quatro pessoas por morte em salto de rope jump

Redação Rádio Plug
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Foto: © Frame Entre Cordas e Ih Voei

No dia 7 de novembro, a Promotoria de Justiça de Limeira apresentou denúncias contra quatro indivíduos envolvidos na morte de Maria Eduarda Rodrigues, uma jovem de 21 anos que morreu após ser arremessada de uma ponte durante a prática de rope jump no último dia 13 de junho. Três dos denunciados enfrentam acusação de homicídio com dolo eventual, agravado por motivos torpes e pelo uso de recursos que impossibilitaram a defesa da vítima.

A quarta pessoa denunciada foi responsabilizada pelo mesmo crime, porém sob a alegação de omissão imprópria, uma vez que tinha a função de garantir a segurança dos participantes, além de estar envolvida em fraude processual.

Maria Eduarda havia pago pela experiência que ocorria em um viaduto desativado conhecido como Ponte do Esqueleto. Segundo investigações conduzidas pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), os denunciados organizavam saltos de rope jump para um grupo de 80 a 100 pessoas diariamente, sem a estrutura adequada ou a observância de protocolos básicos de segurança.

De acordo com o MPSP, a jovem foi submetida a uma manobra conhecida como “aviãozinho”, onde os operadores elevam o praticante e o projetam para fora da estrutura. No entanto, os acusados a lançaram sem que a corda de segurança estivesse devidamente conectada, resultando em uma queda de cerca de 30 metros que causou sua morte em decorrência de politraumatismo.

A denúncia aponta que os responsáveis estavam cientes dos perigos inerentes à atividade e falharam em tomar as precauções necessárias, como verificar a conexão da corda de segurança e realizar uma checagem dupla dos equipamentos utilizados.

O MPSP destacou que o grupo agia sem definição clara de funções, explorando comercialmente o evento sem seguir as exigências legais pertinentes e priorizando lucros e a promoção dos saltos nas redes sociais em detrimento da segurança dos participantes.

Além disso, o órgão investiga a organizadora do evento por não garantir padrões mínimos de segurança e por ter autorizado a continuidade da atividade mesmo após ter conhecimento de uma falha operacional similar que havia ocorrido anteriormente.

Outro ponto crítico da denúncia é a alegação de fraude processual, na qual a organizadora teria determinado a localização da câmera GoPro utilizada pela vítima e ordenado a exclusão do conteúdo gravado, visando dificultar a investigação do caso. Até o momento, o equipamento permanece desaparecido.

>> União já havia solicitado bloqueio da ponte antes do acidente que resultou na morte da jovem

Prisão preventiva solicitada

O MPSP pediu a manutenção das prisões preventivas dos três homens denunciados e solicitou a conversão da prisão temporária da mulher em preventiva. Na busca por condenações, os promotores também pediram ao Judiciário que estabeleça um valor de R$ 200 mil para reparação dos danos causados pela tragédia.

Os promotores de Justiça responsáveis pelo caso são Mário Robim da Silva Júnior, Michelli Musse Jacob, João Guilherme Salve, Matheus Bulgarelli de Freitas Guimarães, Renato Fanin e André Camilo Castro Jardim.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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