Requião filho desafia moro e promete rever privatização da copel em debate no paraná

Redação Rádio Plug
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Requião Filho criticou a privatização da Copel ...

O cenário político paranaense ganhou novos contornos após o primeiro debate entre os candidatos ao governo do Estado, transmitido pela TV Bandeirantes. Com a ausência do candidato Sergio Moro (PL), o evento culminou em uma sabatina de dez minutos que colocou frente a frente Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD), representando visões distintas para a administração estadual.

Aproveitando a cadeira vazia deixada pelo adversário ausente, Requião Filho direcionou críticas severas ao ex-juiz e senador, ironizando a sua falta de participação no confronto de ideias. O tom adotado pelo candidato do PDT foi de enfrentamento direto, questionando a postura do concorrente diante dos eleitores e cobrando maior presença em momentos decisivos da disputa eleitoral.

Para o parlamentar, o embate televisivo serviu para demarcar diferenças fundamentais entre os projetos apresentados para o Paraná. Em sua avaliação, o debate explicitou quais candidaturas priorizam o bem-estar social e o atendimento às demandas da população em contraponto àquelas focadas exclusivamente em obras estruturais e gestão financeira.

Críticas à ausência de adversário e confronto de propostas

Apesar de ter direcionado questionamentos iniciais à condução administrativa defendida por Sandro Alex, o ataque mais contundente da noite foi desferido contra Sergio Moro. Requião Filho utilizou palavras irônicas ao se referir ao oponente ausente, sugerindo que o encerramento do programa permitia o retorno do candidato do PL à praça pública.

O pedetista argumentou que a decisão de não comparecer ao estúdio decorreu da ausência de propostas concretas para o Estado, rotulando a campanha do adversário como um ambiente carente de debates aprofundados. Ao elogiarem, ainda que com ressalvas, a presença do representante do PSD, que compareceu para defender o legado da gestão de Ratinho Junior, o candidato do PDT tentou destacar a coragem de expor ideias perante o eleitorado.

Segundo o discurso adotado na sabatina, a governança estadual exige firmeza e cumprimento de compromissos assumidos publicamente, características que, em sua visão, faltariam ao grupo político opositor. A troca de farpas entre os presentes esquentou o ambiente político local, antecipando os rumos da campanha eleitoral no Paraná.

Propostas para a Copel e gestão estadual

Um dos pontos centrais da participação de Requião Filho na emissora foi a ênfase dada à Companhia Paranaense de Energia (Copel). O candidato reiterou o compromisso de reverter o processo de pulverização de ações que transformou a empresa de economia mista, alegando que o Estado perdeu o controle estratégico sobre um ativo essencial para a economia regional.

O plano para reaver a participação majoritária ou o comando efetivo da companhia, conforme detalhado pelo candidato, envolveria mecanismos jurídicos e financeiros, incluindo o suporte de instituições federais de crédito, revisões legislativas e investigações sobre eventuais irregularidades cometidas durante o processo de desestatização da estatal energética.

Questionado sobre a viabilidade de governar caso venha a contar com uma bancada minoritária na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), o postulante ao Executivo apostou na articulação política baseada na qualidade das propostas legislativas enviadas ao parlamento, buscando convencer os deputados por meio do mérito das iniciativas governamentais.

Além da pauta energética, o candidato manifestou oposição ao modelo de escolas cívico-militares implementado no território paranaense, classificando a iniciativa como uma estratégia de comunicação institucional em detrimento de diretrizes estritamente pedagógicas. No campo social, firmou o compromisso de ampliar os aportes financeiros e a valorização profissional voltada às áreas de educação e segurança pública, fundamentais para o funcionalismo público estadual.

Fonte:: bemparana.com.br

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