Byd domina emplacamentos de ônibus elétricos no Brasil em julho

Redação Rádio Plug
7 min. de leitura
Foto: Divulgação / Foto: Redação

O mercado brasileiro de transporte coletivo sustentável deu um salto expressivo no mês de julho, impulsionado principalmente pelo avanço da fabricante chinesa BYD. De acordo com os dados divulgados recentemente pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), o país registrou o emplacamento de 89 novos ônibus elétricos no período. Desse total, impressionantes 66 unidades levaram a assinatura da marca asiática, o que garantiu à companhia uma fatia de 74,16% de participação no segmento ao longo do mês.

Esse desempenho robusto não apenas destaca a aceleração da eletrificação nas frotas urbanas, mas também provocou mudanças significativas na tabela acumulada do ano. Somando os meses de janeiro a julho, a BYD já contabiliza 175 veículos emplacados em território nacional, marca que permitiu à empresa ultrapassar a concorrente tradicional Mercedes-Benz e assumir a segunda colocação geral no ranking de emplacamentos de ônibus elétricos do país.

O ritmo acelerado de entregas ocorre logo após um importante marco alcançado pela companhia no mês anterior. Em junho, a BYD esteve no centro de uma das maiores entregas de veículos limpos da história do Brasil, participando do repasse de 265 ônibus elétricos para a prefeitura de São Paulo. A remessa fez parte de um lote histórico de 500 coletivos voltados para a renovação e modernização da frota da capital paulista.

Com essa grande operação, a fabricante consolidou uma frota estimada em cerca de 550 veículos elétricos em circulação na cidade de São Paulo, além de alcançar a marca aproximada de 700 unidades rodando por diversas regiões do Brasil, considerando os dados informados pela montadora naquele período.

Crescimento consistente no mercado de veículos pesados limpos

A trajetória da BYD ao longo de 2026 tem sido marcada por oscilações típicas de um setor em transição, mas com clara tendência de alta. Ainda no primeiro semestre, mais precisamente em maio, a marca já havia dado sinais de sua força ao registrar 59 unidades emplacadas, liderando o mercado mensal com 44,70% de participação e acumulando 95 veículos até então.

Já em junho, embora tenha registrado um volume mais modesto de 14 emplacamentos — abrindo espaço temporário para concorrentes como CRRC, Induscar e Mercedes-Benz —, a empresa encerrou o primeiro semestre com um total respeitável de 109 ônibus elétricos e a terceira posição no acumulado geral da categoria.

A reviravolta em julho, com os expressivos 66 novos registros mensais, mudou novamente o panorama competitivo e alçou a marca diretamente ao segundo posto anual. Para a diretoria da montadora, o momento reflete uma mudança estrutural na forma como o transporte público é encarado no país.

“Os números de julho mostram que a eletrificação do transporte coletivo entrou em uma nova fase no Brasil. Quando três em cada quatro ônibus elétricos emplacados no País são da BYD, vemos não apenas a força da companhia, mas a consolidação de um mercado que ganha escala, atrai investimentos e fortalece a indústria nacional”, avalia Marcello Schneider, diretor de Veículos Comerciais e Solar da BYD Brasil.

Infraestrutura e transformação nos grandes centros urbanos

A expansão acelerada dos ônibus movidos a bateria está concentrada majoritariamente nos grandes sistemas de transporte urbano. A cidade de São Paulo, por exemplo, segue na vanguarda dessa transformação ao incorporar centenas de novos veículos e elevar sua frota total eletrificada — que inclui tanto os modelos elétricos a bateria quanto os trólebus tradicionais — para um patamar de 1.759 unidades após os últimos pacotes de entrega.

Contudo, a chegada desses veículos vai muito além da simples substituição dos chassis a diesel. A transição exige uma profunda reformulação na infraestrutura das garagens das empresas operadoras, o que inclui a instalação de potentes sistemas de recarga elétrica e adaptações logísticas complexas. Em contrapartida, os benefícios diretos para os centros urbanos são imediatos, destacando-se a supressão total das emissões locais de poluentes e a drástica diminuição da poluição sonora típica do tráfego pesado.

“A eletrificação avança quando deixa de ser uma iniciativa pontual e passa a fazer parte do planejamento de longo prazo das cidades. Cada novo ônibus elétrico nas ruas significa menos emissões, menos ruído e mais qualidade de vida para a população. É essa transformação concreta que queremos acelerar no Brasil”, complementa Schneider.

O executivo aponta ainda que, enquanto junho demonstrou a capacidade logística do país em absorver novas tecnologias, o mês de julho serviu para comprovar a consistência e a maturidade desse mercado. Para a montadora, a mobilidade de emissão zero caminha a passos firmes para se tornar o novo padrão do transporte público brasileiro.

Disputa acirrada pelo futuro da mobilidade urbana

O avanço comercial da BYD ocorre em um ecossistema industrial dinâmico, que abriga diferentes fabricantes e apostas tecnológicas voltadas à descarbonização. Até o fechamento do primeiro semestre, balanços da Fenabrave colocavam marcas como a Induscar na liderança geral, seguida de perto pela Mercedes-Benz e pela própria fabricante chinesa, um cenário que foi diretamente sacudido pelo desempenho comercial da empresa em julho.

À medida que prefeituras de todo o país estruturam novos editais de concessão, metas rigorosas de redução de carbono e programas contínuos de renovação de frotas, a expectativa do setor automotivo é que a demanda por soluções de transporte sustentável continue aquecida, atraindo novos investimentos e consolidando a era dos ônibus elétricos no Brasil.

Foto principal | BYD/Divulgação

Fonte:: autossegredos.com.br

Anúncios
Compartilhe este artigo