Fim da invencibilidade e falhas táticas marcam tropeço do Athletico contra o Cruzeiro

Redação Rádio Plug
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Odair Hellmann em Cruzeiro x Athletico. (Foto: ...

O Athletico vinha de uma sequência sólida de dez partidas sem saber o que era perder, mas a invencibilidade chegou ao fim no Mineirão. A equipe paranaense acabou superada pelo Cruzeiro por 3 a 1, em um confronto onde escolhas e alterações feitas pela comissão técnica pesaram no resultado final do Campeonato Brasileiro.

O desempenho abaixo do esperado no segundo tempo passou, em grande parte, pelas substituições promovidas durante o intervalo. A saída de Jadson para a entrada de Portilla acabou desestruturando o sistema defensivo e a proteção à zaga rubro-negra. Com a alteração, o meio-campo perdeu consistência na marcação, facilitando as investidas do time mineiro justamente pelo setor central da cancha.

A situação tática se complicou ainda mais com a saída de João Cruz para a entrada de Zapelli. Sem a movimentação constante que o jovem imprimia no setor ofensivo, o time perdeu profundidade, enquanto a atuação apagada de Zapelli deixou o setor de criação praticamente inoperante. A oscilação da equipe no segundo tempo evidenciou a falta de alternativas imediatas na articulação das jogadas.

Apesar do revés, a análise do confronto mostra que o primeiro tempo rubro-negro foi de bom nível competitivo. Mesmo atuando na casa de um adversário que atravessa momento delicado, o Furacão manteve sua organização habitual, criando oportunidades claras de gol, embora também tenha oferecido espaços ao ataque cruzeirense.

O placar foi aberto pelos donos da casa com Matheus Pereira, aos 30 minutos da etapa inicial. No entanto, o Athletico demonstro poder de reação imediata e empatou nos acréscimos, aos 45 minutos, com um belo gol de João Cruz. Antes do intervalo, a equipe ainda contou com uma grande intervenção do goleiro Mycael, que defendeu cobrança de pênalti executada por Matheus Pereira após sinalização do VAR.

No entanto, a desorganização provocada pelas mudanças no setor intermediário custou caro após o intervalo. Com o meio-campo aberto e sem a devida proteção defensiva, o Cruzeiro aproveitou os espaços para definir a partida. Lucas Romero marcou aos 26 minutos, e Kaio Jorge ampliou aos 33, convertendo penalidade máxima.

No setor ofensivo, Viveros ficou isolado e acabou tendo atuação discreta, irritando-se com a falta de oportunidades e correndo riscos disciplinares desnecessários em campo. A frustração com o rendimento acendeu alertas para a sequência da competição, especialmente quanto ao controle emocional da equipe. A derrota fora de casa, ainda que dolorosa, recoloca os pés no chão do grupo após semanas de alta badalação.

Viveros em disputa de bola durante o confronto pelo Brasileirão. (Foto: Gilson Lobo/AGIF/Sipa USA).

Augusto Mafuz – leia o perfil completo

Há mais de quatro décadas, o jornalista Augusto Mafuz traduz com precisão os sentimentos da torcida atleticana por meio de suas crônicas diárias. Conhecido por traduzir a paixão e os conflitos do clube, seu estilo marcou gerações de leitores e torcedores rubro-negros que buscam reflexão após os momentos mais intensos da equipe.

Natural de Guarapuava, onde nasceu em maio de 1949, Mafuz construiu uma trajetória sólida no jornalismo esportivo paranaense. Passou por veículos tradicionais e consolidou seu nome como colunista na imprensa escrita, além de manter forte presença em plataformas digitais e podcasts como o Carneiro & Mafuz, debatendo os bastidores do esporte regional.

Fonte:: umdoisesportes.com.br

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