Lula defende governança global para inteligência artificial e reforça soberania do Pix na ONU

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Foto: Ana Paula Lobo Mande um e-mail

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou a tribuna da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nos Estados Unidos, para enfatizar a urgência de estabelecer marcos regulatórios rígidos para as chamadas big techs e criar uma governança internacional voltada para o avanço da inteligência artificial.

Durante seu pronunciamento no evento internacional, o chefe do Executivo brasileiro apontou os desafios impostos pelo atual cenário tecnológico mundial. Para o presidente, o mundo atravessa um momento de transformação digital sem precedentes na história, o qual traz consigo um conjunto complexo de oportunidades e ameaças significativas.

Segundo o mandatário, existe uma tentativa por parte de um grupo restrito de executivos do setor tecnológico de impor um modelo que classificou como neoliberalismo digital, caracterizado pela ausência de regulamentações e de transparência nas operações dessas grandes corporações globais.

Críticas ao impacto dos algoritmos nas famílias

No decorrer de sua fala, o presidente brasileiro criticou a postura adotada por conglomerados de tecnologia que operam no mercado global sem assumir a devida responsabilidade pelos danos e reflexos negativos que seus produtos geram na vida dos usuários cotidianos.

Na avaliação apresentada, as empresas que possuem pleno conhecimento prévio sobre os riscos atrelados às suas plataformas costumam transferir para os núcleos familiares a responsabilidade e o ônus de lidar diretamente com os efeitos nocivos dos algoritmos, uma tarefa considerada por ele excessiva e inviável para os lares.

A discussão sobre a inteligência artificial também ganhou destaque na pauta defendida pelo governo brasileiro. O argumento central é que o controle e o desenvolvimento dessas ferramentas tecnológicas avançadas não devem ficar restritos ao domínio de um número reduzido de nações ou de corporações privadas.

A perspectiva oficial é que a inteligência artificial precisa atuar como um motor para o progresso social e para a diminuição das disparidades globais, em vez de aprimorar os abismos socioeconômicos entre os países ou servir de instrumento para impulsionar conflitos geopolíticos.

Para alcançar esse objetivo, o líder brasileiro ressaltou a necessidade de articular normativas internacionais que contem com a participação efetiva dos governos, assegurando a implementação de salvaguardas robustas para a proteção de dados pessoais e de direitos fundamentais.

Defesa intransigente do sistema de pagamentos brasileiro

Ainda no campo econômico e tecnológico, o presidente aproveitou o espaço na assembleia da ONU para sair em defesa do Pix, o sistema nacional de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil. O serviço foi apontado como um marco na inclusão financeira no país.

De forma categórica, o representante do governo brasileiro afirmou que o país não pretende ceder às pressões exercidas por multinacionais estrangeiras que manifestam o interesse de apropriar-se ou privatizar a infraestrutura de pagamentos.

O Pix foi destacado perante a comunidade internacional como um modelo público e totalmente gratuito que viabilizou o acesso ao sistema financeiro para milhões de cidadãos brasileiros que antes se encontravam marginalizados das transações bancárias tradicionais.

Fonte:: convergenciadigital.com.br

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