O Paraná conquistou a primeira colocação geral no Ranking de Eficiência dos Estados – Folha (REE-F), um levantamento abrangente desenvolvido em conjunto pelo jornal Folha de S.Paulo e pelo instituto Datafolha. O estudo avalia a capacidade das administrações estaduais de converter os recursos públicos disponíveis em serviços de qualidade e resultados efetivos para a população. No cenário nacional, o território paranaense sobressaiu-se entre as 26 unidades da Federação analisadas com uma pontuação geral expressiva.
Com nota 0,734 no índice geral, o Paraná ficou à frente de estados como o Ceará, que registrou 0,665, São Paulo, com 0,637, e Santa Catarina, que alcançou 0,612, conforme os dados oficiais divulgados pelo REE-F. A metodologia utilizada pelo estudo cruza indicadores fundamentais em áreas como educação, saúde, infraestrutura, segurança pública e finanças, ponderando esses dados com a receita corrente líquida per capita de cada administração estadual. Vale destacar que os setores de educação e saúde possuem peso dobrado no cálculo da nota final, em conformidade com as exigências constitucionais de repasses mínimos obrigatórios.
Destaque expressivo no setor da saúde
Entre os diversos pilares avaliados, o setor da saúde pública paranaense obteve a terceira melhor avaliação em todo o país, alcançando a nota 0,677, um patamar situado consideravelmente acima da média nacional, que ficou em 0,494. O levantamento levou em consideração parâmetros públicos e verificáveis relacionados ao desempenho e à cobertura da rede pública durante o período analisado.
De acordo com o detalhamento técnico do REE-F, o estado conta atualmente com uma média de 3,26 médicos para cada grupo de mil habitantes. Além disso, o território registra uma taxa de 10,7 óbitos de menores de um ano por mil nascidos vivos, dispõe de 163,18 leitos hospitalares para cada 100 mil habitantes e atinge uma expressiva cobertura de 91,65% na atenção primária à saúde.
Para o secretário de Estado da Saúde, César Neves, o desempenho de vanguarda é reflexo direto de um planejamento contínuo voltado para a reorganização da rede de atendimento, qualificação profissional e regionalização dos serviços prestados à comunidade. Nos últimos anos, a gestão estadual investiu fortemente na construção de novas estruturas físicas, incluindo dezenas de hospitais, Ambulatórios Médicos de Especialidades, Unidades Mistas de Saúde e postos de pronto-atendimento municipais.
“Esse reconhecimento confirma que o Paraná vem construindo uma saúde pública cada vez mais regionalizada, resolutiva e próxima das pessoas. O resultado é fruto de um trabalho contínuo, que combina planejamento, investimento, fortalecimento da atenção primária e ampliação da capacidade hospitalar para garantir atendimento de qualidade em todas as regiões do Estado”, declarou o secretário.
Investimentos estratégicos e regionalização
O sucesso na consolidação desses índices está diretamente ligado a uma estratégia de governo que priorizou a descentralização do atendimento médico. O objetivo principal dessa medida tem sido reduzir a dependência histórica de grandes centros urbanos e da capital do estado, aproximando as consultas especializadas e os procedimentos de média e alta complexidade dos moradores do interior.
Somente no primeiro quadrimestre do ciclo atual, o governo paranaense destinou expressivos R$ 2,9 bilhões para o setor da saúde, o que representa 15,01% da Receita Líquida de Impostos — um percentual superior ao limite mínimo de 12% determinado pela legislação federal. O orçamento global alocado para a Secretaria de Estado da Saúde ultrapassa a marca de R$ 10 bilhões.
No âmbito da atenção básica, a cobertura populacional avançou ainda mais, alcançando 96,49% e ampliando de maneira significativa a capacidade de acolhimento nos municípios, servindo como a principal porta de entrada para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Na vertente da assistência hospitalar, iniciativas como o programa Opera Paraná desempenharam um papel crucial na diminuição das filas para cirurgias eletivas. Nos primeiros quatro meses do ano, a demanda reprimida na Central de Acesso à Regulação do Paraná apresentou uma redução expressiva de 44%, enquanto o volume de consultas e exames especializados teve uma queda de 32% no mesmo intervalo.
O cuidado materno-infantil também registrou marcas expressivas, com 88,9% das gestantes completando sete ou mais consultas de pré-natal. Paralelamente, o estado atingiu 95,88% de cobertura na triagem neonatal através dos quatro exames fundamentais, ultrapassando a meta estabelecida de 95%.
Percepção positiva da população
A excelência apontada pelos indicadores técnicos do Datafolha encontra respaldo direto na opinião pública. A última pesquisa realizada pelo instituto Genial/Quaest colocou o Paraná na liderança nacional quando o assunto é a aprovação da saúde pública pelos próprios moradores, avaliando a experiência cotidiana dos cidadãos com os serviços oferecidos.
No levantamento de opinião, o sistema de saúde paranaense obteve 43% de avaliações positivas, 37% de classificações regulares e apenas 20% de menções negativas. A convergência entre o rigor estatístico do REE-F e a satisfação da comunidade consolida o estado como uma referência nacional incontestável na condução das políticas públicas voltadas ao bem-estar social.
Fonte:: bemparana.com.br


