O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, declarou neste domingo (4) que os órgãos competentes não registraram nenhuma ocorrência durante o primeiro turno do pleito que possa ser classificada como interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro.
Durante uma coletiva de imprensa destinada a apresentar o balanço das atividades da Justiça Eleitoral ao longo do dia de votação, o magistrado destacou que delegações de observadores internacionais que acompanharam de perto a votação atestaram a total transparência e a normalidade do pleito em todo o país.
“Não tivemos nenhuma intercorrência grave, os riscos climáticos [foram] afastados, e não tivemos nenhum alerta dos diversos setores do TSE acerca de interferência estrangeira. Não constatamos nenhum tipo de intervenção”, pontuou o presidente da corte durante o pronunciamento oficial aos jornalistas.
Investigação em andamento na Polícia Federal
Apesar da declaração do tribunal eleitoral sobre a ausência de alertas internos, a segurança do pleito segue sob escrutínio de outros órgãos de Estado. Mais cedo, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, confirmou que a corporação policial instaurou um procedimento investigativo próprio para apurar denúncias relativas à suposta interferência externa nas eleições.
A mobilização das autoridades policiais teve início após desdobramentos ocorridos na semana anterior. Na ocasião, a Advocacia-Geral da União (AGU) acionou a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) com o objetivo de investigar formalmente indícios de um suposto financiamento originado da administração do governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, com o intuito de influenciar o cenário político brasileiro e deslegitimar a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF).
A formalização do pedido de investigação pela AGU ocorreu logo após a veiculação de reportagens pelo periódico britânico The Guardian. De acordo com as informações publicadas pelo jornal inglês, fundos estimados em US$ 1 milhão — o equivalente a cerca de R$ 5,1 milhões na cotação atual — teriam sido direcionados para fomentar campanhas voltadas a minar a credibilidade da Suprema Corte brasileira.
As autoridades brasileiras continuam monitorando os desdobramentos das investigações conduzidas pela Polícia Federal, enquanto a Justiça Eleitoral reforça que o sistema de votação seguiu operando dentro dos parâmetros de normalidade esperados para o exercício democrático.
Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br



