Renovação na câmara federal consolida avanço da direita com recordes históricos nas urnas

Redação Rádio Plug
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Câmara viu 58,6% dos deputados federais eleitos...

As urnas brasileiras definiram a nova composição da Câmara dos Deputados para os próximos quatro anos, revelando um cenário de forte renovação, mas também de expressiva continuidade. Do total de 513 parlamentares escolhidos pela população para ocupar cadeiras no parlamento federal, 301 obtiveram sucesso em suas campanhas de reeleição, o que representa 58,6% dos assentos totais da Casa legislativa.

O resultado do pleito consolidou de maneira definitiva o movimento de guinada à direita do eleitorado brasileiro, acompanhado por marcas expressivas e recordes históricos de votação em diversas regiões do país. O principal destaque desse processo foi o desempenho do Partido Liberal (PL), sigla do presidenciável Flávio Bolsonaro, que disputará o segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Com o resultado das urnas, a legenda conquistou 121 cadeiras na Câmara dos Deputados, formando a maior bancada de um único partido político no Brasil desde o ano de 1990. O impulso para esse resultado veio de votações expressivas, lideradas por Nikolas Ferreira (PL-MG), que garantiu a reeleição com 3,1 milhões de votos, estabelecendo a maior marca da história para um deputado federal no país. O recorde anterior pertencia a Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que alcançara 1,84 milhão de votos em 2018 por São Paulo.

A marca histórica anterior também foi superada por outro representante do PL, o vereador paulistano Lucas Pavanato (PL-SP), que atingiu a marca de 3 milhões de votos. Completando o topo do ranking nacional de votação para a Câmara, a deputada Erika Hilton (Psol-SP) garantiu a terceira posição geral, sendo reeleita com 1,6 milhão de votos.

A configuração partidária da nova legislatura aponta ainda a Federação Brasil da Esperança (PT-PCdoB-PV) com a segunda maior força na Casa, somando 88 cadeiras. Na sequência aparecem a Federação União Progressista (União Brasil-PP) com 87 assentos, o PSD com 43 parlamentares e o Republicanos com 41 representantes.

Avanço conservador no legislativo

O comportamento do eleitorado na escolha dos deputados federais refletiu o mesmo padrão observado na renovação do Senado Federal, onde dois terços das vagas estavam em disputa. Com o resultado das urnas, a bancada do PL no Senado saltou para 45 cadeiras, aproximando o grupo do patamar necessário para quóruns deliberativos de grande impacto institucional.

Nomes sem histórico anterior de disputas para o Legislativo federal também alcançaram marcas expressivas. É o caso de Michelle Bolsonaro (PL-DF), esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que recebeu mais de 1 milhão de votos para o Senado pelo Distrito Federal, superando a votação obtida pela governadora Celina Leão (PP), que disputará o segundo turno contra Leandro Grass (PT).

Enquanto o cenário federal se define, o Distrito Federal e outros seis estados — Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins — terão seus pleitos estaduais decididos no segundo turno, marcado para o próximo dia 25. No Rio de Janeiro, a definição da disputa estadual aguarda deliberações do Tribunal Superior Eleitoral em relação aos votos atribuídos a Anthony Garotinho (Republicanos), o que poderá definir a eleição em primeiro turno entre Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD).

Caso o cenário regional se confirme favorável aos aliados do grupo político ligado a Flávio Bolsonaro, o número de governadores alinhados eleitos no primeiro turno poderá alcançar onze entre os 21 estados que já definiram seus chefes do Executivo estadual. Apenas pelo PL, foram eleitos diretamente cinco governadores: Sergio Moro (PR), Arthur Henrique (RR), Marcos Rogério (RO), Luciano Zucco (RS) e Jorginho Mello (SC).

Fonte:: conjur.com.br

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