O homem responsável por invadir um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) em Curitiba possuía um extenso histórico de episódios violentos e traços associados a quadros psiquiátricos severos. A informação veio à tona por meio de investigações sobre a vida pregressa do agressor, baseadas em registros oficiais obtidos junto aos órgãos de Justiça dos estados do Paraná e de São Paulo.
De acordo com os documentos analisados, o indivíduo havia recebido diagnósticos médicos que apontavam esquizofrenia paranoide e transtorno delirante persistente. Os papéis oficiais detalham que o sistema judicial já havia tentado impor medidas de contenção com o objetivo de conter surtos e evitar atos de agressão, o que incluiu internações psiquiátricas em solo paranaense e paulista. Apesar das intervenções médicas e legais, ele acabou retornando ao convívio em liberdade e voltou a incorrer em práticas criminosas.
No histórico recente do suspeito na capital paranaense, consta uma passagem pelo Hospital Bom Retiro no ano de 2014 para tratamento psiquiátrico. Além disso, antes de perpetrar o ataque à instituição de ensino infantil, ele protagonizou atos de vandalismo nas dependências de uma pensão e danificou a fachada de um condomínio onde havia exercido a função de porteiro.
Entenda como ocorreu a invasão ao CMEI
O episódio de extrema tensão teve início durante a tarde de uma sexta-feira (9), quando o indivíduo armado conseguiu acessar as instalações do CMEI São Braz, localizado na capital paranaense. Imediatamente após a intrusão, um movimento rápido de fuga permitiu que grande parte dos professores, demais funcionários, pais e alunos deixasse o perímetro em segurança. No entanto, um grupo que permaneceu no interior do prédio acabou acuado, resultando em 13 crianças mantidas como reféns dentro de uma das salas.
A gravidade da ocorrência mobilizou um aparato de segurança de grande porte, incluindo equipes especializadas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do Corpo de Bombeiros, além do suporte aéreo de um helicóptero da polícia. O homem morreu após ser baleado nesta sexta-feira (9) durante a intervenção tática. Conforme repassado por autoridades da Polícia Militar, o desfecho da crise ocorreu após cerca de três horas e meia de negociações e cerco policial, culminando na libertação segura de todos os menores que estavam sob o domínio do sequestrador.
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Fonte:: bemparana.com.br


