Festival de miniaturas cênicas toma conta de espaços públicos em Curitiba

Redação Rádio Plug
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Bienal do Teatro Lambe-Lambe movimenta Passeio ...

A capital paranaense tem sido palco de uma intensa movimentação cultural com a realização da terceira edição da Bienal de Teatro Lambe-Lambe. O evento, que teve início em meados de outubro, espalhou apresentações em miniatura por diferentes pontos de grande circulação da cidade, atraindo curiosos e amantes da arte para uma experiência intimista e singular.

Nascida na Bahia no final da década de 1980, especificamente em 1989, essa vertente teatral caracteriza-se pela exibição de pequenas peças encenadas dentro de caixas cênicas, onde cada espetáculo é destinado a apenas um espectador por vez. A proposta transforma a relação entre artista e público, criando um momento de conexão direta e exclusiva.

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A programação deste final de semana levou dezenas de montagens ao Passeio Público e ao tradicional Largo da Ordem, no Centro da cidade. O público que circulou pelos locais pôde conferir trabalhos que reúnem companhias de diversos estados brasileiros, como Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e o próprio Paraná, além de atrações internacionais vindas da Argentina e do Chile.

Diversidade de narrativas em formato reduzido

As caixas de lambe-lambe funcionam como verdadeiros portais para universos particulares. Com durações que variam de poucos minutos, as obras abordam desde dramas cotidianos e reflexões ecológicas até releituras de contos clássicos e resgate de memórias históricas.

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Entre as produções locais e convidadas, destacam-se trabalhos como o da artista Camila Jorge, que apresenta uma reflexão sensível sobre a convivência com a doença de Parkinson através do olhar curioso de uma mosca e um jantar solitário. Já Naiara Parolin resgata a ancestralidade feminina ao escavar a história da Vênus de Willendorf em sua caixa cênica.

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A programação também abre espaço para intercâmbios formativos, incluindo oficinas voltadas à construção de novos bonecos, cenários e técnicas de manipulação, além de palestras e encontros fechados para troca de experiências entre os profissionais da área.

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Atividades formativas e encerramento

Além das exibições nas ruas, a bienal conta com uma agenda voltada para a capacitação artística. Está prevista uma oficina prática de introdução à linguagem na sede do Laboratório de Animação e Visualidades da Cena, ligada a uma instituição de ensino superior do estado, onde os participantes aprendem desde a confecção da estrutura até a sonoplastia e iluminação de uma caixa própria.

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A realização do festival em Curitiba conta com o suporte de associações de teatro de bonecos e de fomento à cultura, viabilizada por meio de editais de incentivo que buscam democratizar o acesso a manifestações artísticas não convencionais e fortalecer a circulação de companhias independentes pelo país.

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Com encerramento previsto para os próximos dias, o evento consolida a capital paranaense como um importante polo de difusão do teatro de miniatura, reafirmando a força expressiva que cabe inteiramente na imaginação do público.

Fonte:: bemparana.com.br

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