O Museu Oscar Niemeyer (MON), localizado em Curitiba, confirmou sua participação na conferência anual do Intercom, comitê internacional para Gestão de Museus do ICOM (Conselho Internacional de Museus). A instituição paranaense será a única representante de toda a América Latina no evento global, que está programado para acontecer entre os dias 23 e 25 de outubro no Udaipur City Palace Museum, na Índia.
A seleção do museu brasileiro ocorreu após uma rigorosa análise de proposições enviadas por instituições culturais de diversas partes do mundo. O projeto apresentado pelo MON e escolhido pela comissão internacional destaca a implantação de um sistema de segurança eletrônica inteligente, iniciativa que integra um plano mais amplo de modernização tecnológica e institucional conduzido nos últimos anos.
Inovação e inteligência operacional na segurança
A transformação estrutural pela qual o espaço passou substituiu os métodos tradicionais de vigilância por uma plataforma de inteligência operacional preditiva. O sistema combina recursos avançados como videomonitoramento integrado com Inteligência Artificial (IA), alarmes inteligentes, cercas virtuais, banco centralizado de ocorrências, busca forense automatizada e ferramentas analíticas voltadas para o fluxo e a ocupação dos espaços expositivos.
De acordo com a diretora-presidente do museu, Juliana Vosnika, a magnitude da instituição exige soluções tecnológicas de ponta. “O MON é o maior museu de arte da América Latina e também um dos mais visitados do Brasil, o que representa um grande desafio para a gestão dessa instituição. Nosso objetivo com a implantação do novo sistema inteligente de monitoramento é garantir a segurança do visitante, do patrimônio e uma experiência de alto nível ao nosso público”, pontua.
A gestora também enfatiza que a tecnologia vai muito além da mera vigilância ostensiva. “Com o novo sistema, não apenas acompanhamos o que acontece no Museu em tempo real, mas temos dados e informações importantes, como fluxo de pessoas e tempo de permanência em frente a cada obra de arte, gerados por mapas de calor. Essas informações são ferramentas que nos ajudam a tomar melhores decisões em determinados momentos, beneficiando sempre nossos visitantes”, complementa.
Modernização estrutural e tecnológica
Para viabilizar a nova fase operacional, a infraestrutura do museu passou por uma reformulação abrangente. Foram instalados 240 novos equipamentos de última geração, englobando câmeras inteligentes, sensores modernos, dispositivos de rede e componentes de integração. Esse conjunto forma um ecossistema digital robusto, focado na prevenção de incidentes e na otimização da gestão diária.
A sustentação dessa alta demanda tecnológica exigiu a expansão da rede de comunicação interna. Cerca de 15 quilômetros de novos cabeamentos, incluindo cabos de rede de alta performance e fibra óptica, foram implementados para assegurar estabilidade, velocidade e capacidade de expansão para futuras demandas operacionais.
Paralelamente, a Central de Segurança foi totalmente remodelada, ganhando novas estações de operação e um painel de monitoramento por vídeo ampliado. Essa mudança garantiu aos operadores maior campo de visão das áreas monitoradas, agilidade na interpretação de eventos em tempo real e maior eficácia no protocolo de gerenciamento de incidentes.
As melhorias não se restringem aos ambientes internos. A área externa, que abriga diversas esculturas e instalações artísticas em exposição pública, também foi contemplada pelo cerco tecnológico. Com isso, o complexo elevou consideravelmente o patamar de proteção ao acervo cultural, funcionários e visitantes. Entre as funcionalidades automatizadas destacam-se a detecção de anomalias em zonas sensíveis, análise comportamental preditiva baseada em IA e a geração dinâmica de mapas de calor, tudo integrado ao sistema de alarmes.
A eficácia da implementação tecnológica no espaço cultural brasileiro chamou a atenção do mercado e passou a ser tratada como um caso de sucesso pela empresa Intelbras, responsável direta pela execução e instalação do projeto.
Sobre o complexo cultural
Administrado como patrimônio estatal e vinculado à Secretaria de Estado da Cultura, o Museu Oscar Niemeyer é referência internacional em arquitetura, design e artes visuais. Além de contar com expressivas coleções de arte asiática e africana, o local abriga um acervo estimado em 14 mil obras de arte. Toda essa produção cultural está distribuída em uma área construída superior a 35 mil metros quadrados, consolidando o papel estratégico da instituição no cenário artístico nacional e internacional.
Fonte:: parana.pr.gov.br


