Impacto de novas taxas dos estados unidos atinge bilionariamente cidades brasileiras

Redação Rádio Plug
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Foto: Brasil e Estados Unidos e o tarifaço (Magnific)

Um levantamento inédito divulgado pela Confederação Nacional de Municípios revela que as recentes medidas protecionistas adotadas pelo governo dos Estados Unidos geram um reflexo financeiro negativo estimado em R$ 66,8 bilhões para diversas localidades brasileiras. Desde o primeiro anúncio do tarifaço voltado a mercadorias nacionais, 1.135 cidades sentiram diretamente os prejuízos em suas economias locais.

Os dados consolidados apontam que os danos financeiros acumulados afetam de maneira significativa cadeias produtivas essenciais, com destaque para os setores de petróleo, café, suco de laranja, ferro-gusa e silvicultura. O período compreendido entre agosto de 2025 e julho de 2026 marca o patamar mais baixo de exportações brasileiras direcionadas ao mercado norte-americano desde o ano de 2021, registrando uma queda na participação de 12,3% para 9,4%.

Cidades zeram vendas e enfrentam retração

Do total de localidades mapeadas pelo estudo que contabilizaram perdas, 271 municípios viram suas transações comerciais com os Estados Unidos chegarem a zero. Antes da imposição das barreiras tarifárias pelos norte-americanos, esses territórios somavam receitas da ordem de R$ 588 milhões apenas com essas negociações externas.

Outros 864 municípios afetados pelas restrições comerciais enfrentaram uma retração média de 30% no valor total de seus produtos exportados. O levantamento detalha ainda que 657 dessas municipalidades — o equivalente a 58% do universo de prejudicados — não conseguiram redirecionar seus produtos para outros parceiros comerciais para suprir o espaço deixado pelo mercado dos Estados Unidos. As consequências mais severas recaem sobre as economias de pequeno porte.

Setores produtivos e variações de mercado

Entre os itens que receberam sobretaxas, os cinco principais mencionados na pesquisa registraram quedas expressivas. Em conjunto, o impacto financeiro negativo superou a marca de US$ 1 bilhão. As perdas nas receitas de petróleo e café vieram acompanhadas de reduções diretas no volume embarcado, que caíram 28% e 43%, respectivamente.

No segmento de suco de laranja, o prejuízo financeiro esteve atrelado a uma desvalorização de 33,7% no preço médio de comercialização, mesmo diante de um crescimento de 13,6% no volume fisicamente exportado. Por sua vez, o ferro-gusa e as atividades ligadas à silvicultura sofreram perdas simultâneas tanto na quantidade de matéria-prima enviada ao exterior quanto nos valores médios praticados durante o período analisado.

Para o presidente da Confederação Nacional de Municípios, Paulo Ziulkoski, o cenário atual evidencia a vulnerabilidade gerada pelo protecionismo econômico internacional. “O protecionismo, as barreiras sanitárias e as tensões geopolíticas globais tendem a gerar efeitos duradouros. Para proteger a arrecadação e garantir a manutenção dos empregos locais, é necessário reduzir a dependência de um único comprador, fortalecendo a diversificação produtiva e comercial no mercado interno e com novos parceiros internacionais. Esse caminho é fundamental para que as economias municipais, que já enfrentam tantas dificuldades, construam a resiliência necessária no enfrentamento às incertezas do comércio global”, pontua.

Fonte:: bemparana.com.br

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