Um ano após tornado, cidade paranaense avança na recuperação das moradias e apoio às famílias afetadas

Redação Rádio Plug
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Reconstrução de casas em Rio Bonito do Iguaçu (...

Doze meses após ser severamente atingido por um fenômeno meteorológico extremo, o município de Rio Bonito do Iguaçu, localizado na região Centro-Sul do Paraná, apresenta um cenário de gradual retomada e nova paisagem urbana. O processo de reerguimento da cidade tem sido impulsionado por repasses financeiros expressivos do Governo do Estado, articulados por meio da Secretaria do Desenvolvimento Social e Família (Sedef), que somam aproximadamente R$ 46 milhões aplicados diretamente na assistência à população.

A estratégia de apoio estatal foi dividida em duas frentes de atuação complementar. A primeira delas é o Programa Reconstrução, que concentrou R$ 31,8 milhões para a recuperação estrutural dos imóveis danificados. A segunda frente corresponde ao Programa Superação, responsável por injetar R$ 14,2 milhões em auxílios financeiros voltados para suprir despesas imediatas e auxiliar na reorganização cotidiana dos moradores que perderam bens e estabilidade.

O avanço do Programa Reconstrução nos lares atingidos

Destinado de forma específica aos moradores cujas residências sofreram danos parciais ou totais em decorrência do temporal, o Programa Reconstrução adotou critérios técnicos rigorosos para definir o montante repassado a cada núcleo familiar. As avaliações de engenharia e assistência técnica determinaram valores que oscilam entre R$ 20 mil e R$ 50 mil por imóvel, assegurando que o suporte estivesse diretamente relacionado à gravidade dos estragos.

No total, 1.037 famílias foram contempladas por essa iniciativa, organizadas em 11 lotes distintos de atendimento. O montante financeiro é fracionado em duas modalidades de benefício: R$ 25,4 milhões foram disponibilizados por meio de cartões magnéticos voltados exclusivamente à aquisição de materiais de construção em estabelecimentos credenciados, enquanto outros R$ 6,3 milhões foram distribuídos em forma de vouchers direcionados ao pagamento de serviços de mão de obra especializada.

Os recursos que financiam esta etapa provêm do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap), administrado pela Coordenadoria Estadual da Defesa Civil do Paraná, que recebeu um aporte especial de R$ 50 milhões do tesouro estadual. A gestão operacional dos cartões fica sob a responsabilidade da Sedef, sendo o benefício concedido por número de CPF e rigorosamente vinculado a uma única matrícula imobiliária para evitar duplicidades.

Auxílio financeiro emergencial e reorganização familiar

De forma paralela à reestruturação física dos domicílios, o Governo do Estado implementou o Programa Superação, concebido para mitigar os impactos socioeconômicos imediatos decorrentes da tragédia climática. O programa consistiu no repasse de até R$ 6 mil por família, distribuídos em parcelas mensais sucessivas de R$ 1 mil. Essa injeção de recursos teve como objetivo principal permitir que os cidadãos conseguissem arcar com despesas básicas de subsistência, repor eletrodomésticos, móveis perdidos e retomar o controle de suas rotinas.

Ao todo, 2.432 famílias foram cadastradas e atendidas por essa modalidade de auxílio, consolidando mais de R$ 14 milhões em pagamentos efetivos. Deste total, os lotes de um a nove contemplaram 2.385 beneficiários, injetando R$ 13,9 milhões na economia local. Outros lotes complementares, incluindo beneficiários inseridos por determinações judiciais, asseguraram que a totalidade das famílias com direito reconhecido recebesse o suporte financeiro necessário, operacionalizado em parceria estratégica com o Banco do Brasil.

Força-tarefa e mobilização contínua do poder público

O trabalho de assistência humanitária e recuperação em Rio Bonito do Iguaçu começou nos primeiros instantes posteriores ao desastre natural. A Sedef integrou uma ampla força-tarefa multidisciplinar ao lado da Defesa Civil do Estado para mapear os danos, acolher os desabrigados e iniciar o cadastramento da população em situação de vulnerabilidade. Até meados de novembro, as equipes estaduais haviam contabilizado 1.337 famílias afetadas.

Esse diagnóstico preciso permitiu o desenho e a execução dos programas supracitados, garantindo que o atendimento abrangesse tanto a infraestrutura habitacional quanto o suporte à subsistência humana. O secretário estadual do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni, enfatizou a importância da presença contínua do Estado na região ao longo de todo o período subsequente ao tornado.

Segundo a pasta estadual, o volume de recursos mobilizados representa um dos maiores esforços recentes de recuperação pós-desastre no Paraná, devolvendo a segurança jurídica e habitacional aos moradores e permitindo que o município recupere sua dinâmica social e econômica após o impacto severo da intempérie.

Fonte:: bemparana.com.br

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