Acesso ao Estreito de Ormuz Está Restrito, Afirma Autoridade de Abu Dhabi

Redação Rádio Plug
Foto: Divulgação / Cnnbrasil.com.br

O dirigente da ADNOC (Companhia Nacional de Petróleo de Abu Dhabi) e ministro da Indústria e Tecnologia Avançada dos Emirados Árabes Unidos, Al Jaber, declarou que a passagem pelo Estreito de Ormuz enfrenta “condições e pressão política” impostas pelo Irã, ressaltando que a via não está aberta para navegação.

“O estreito não foi construído, projetado, financiado ou erguido por nenhum Estado”, afirmou Al Jaber durante uma publicação em sua conta no LinkedIn nesta quinta-feira (9).

O ministro destaca a gravidade da situação ao afirmar que “este momento exige clareza”. Ele reiterou que o acesso ao Estreito de Ormuz está sendo “restrito, condicionado e controlado”. Para ele, a segurança energética e a estabilidade econômica global estão diretamente ligadas à reabertura “total, incondicional e irrestrita” desta importante via marítima.

Al Jaber alertou que qualquer tipo de instrumentalização dessa rota vital é “inaceitável”, pois estabeleceria um precedente perigoso no contexto internacional, comprometendo o princípio da liberdade de navegação que é essencial para o comércio global e, consequentemente, para a estabilidade da economia mundial.

Por outro lado, o Irã comunicou que a passagem pela via crítica só será autorizada “mediante coordenação com as Forças Armadas iranianas e levando em consideração as limitações técnicas”. Este contexto de controle e insegurança contrasta com o que era antes da guerra, quando o estreito era uma rota internacional livre e aberta.

Profissionais e analistas do setor de navegação apontaram que, devido à incerteza sobre um possível cessar-fogo, a travessia do estreito neste momento é considerada extremamente arriscada. A falta de um plano claro por parte das autoridades iranianas para garantir uma passagem segura ainda gera apreensão entre os operadores de navegação.

De acordo com especialistas em navegação, o Irã continua a exercer controle sobre o estreito, e a ausência de uma proposta sólida para assegurar a navegação nos mares leva a um cenário tenso e desestabilizador.

A situação no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de petróleo no mundo, agrava ainda mais as tensões regionais e os desafios à segurança energética, colocando em xeque o comércio marítimo global.

Fonte:: cnnbrasil.com.br

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