O candidato ao Senado Alexandre Curi (Republicanos) declarou durante sua participação em uma sabatina no litoral do estado que pretende atuar diretamente como um representante e defensor dos prefeitos e das prefeituras paranaenses na esfera federal.
Durante a entrevista concedida ao programa 18H Paraná, da TVCI, no final da tarde desta segunda-feira, Curi detalhou suas principais propostas de campanha e enfatizou a necessidade de uma atuação estritamente municipalista no Poder Legislativo federal. Para o candidato, as atribuições de um senador vão muito além da elaboração de leis e da fiscalização das contas e atos do Governo Federal.
Em sua avaliação, representar o eleitorado paranaense no Senado Federal exige um compromisso ativo com a abertura de portas na capital federal, auxiliando as administrações municipais na captação de recursos financeiros essenciais para a execução de políticas públicas locais. O candidato destacou que essa assistência é especialmente urgente e necessária para as cidades de pequeno porte, que muitas vezes enfrentam severas restrições orçamentárias.
“É claro que o senador tem esse papel de receber o prefeito e de atender os municípios, em especial os menores municípios que não têm capacidade financeira”, afirmou Curi durante a sabatina, ressaltando a importância do suporte federal contínuo.
Com uma trajetória política marcada por seis mandatos exercidos como deputado estadual, Curi pontuou que pretende utilizar a experiência acumulada e os laços construídos com gestores públicos de todas as regiões do Paraná para estreitar os laços institucionais entre as prefeituras e a Câmara Alta do Congresso Nacional.
O candidato criticou o atual cenário de distanciamento entre a bancada federal e os administradores locais. “Pergunta para um prefeito do Paraná se hoje, quando vai a Brasília, ele vai no gabinete de um senador. Não vai, porque não é recebido”, declarou. Na visão do candidato do Republicanos, o estado perdeu relevância política no cenário nacional ao longo dos últimos anos: “O Paraná, há muito tempo, não tem protagonismo no Senado, perdeu a sua força no Senado”.
Conhecimento prático das realidades locais
Relembrando sua trajetória de visitas e articulações políticas, Curi destacou que conhece de perto a realidade dos 399 municípios paranaenses. Segundo ele, as demandas da população divergem consideravelmente dependendo da localidade, variando desde a necessidade de grandes obras de infraestrutura até o suporte em áreas cotidianas das pequenas cidades.
“Eu vou ser um senador presente, um senador resolutivo, um senador combativo, um senador que vai aprovar projetos de interesse do Paraná e do Brasil, mas um senador que vai defender o meu Estado”, pontuou o candidato, reforçando o tom de proximidade com a base eleitoral.
A pauta municipalista tem acompanhado o histórico de Curi em sua atuação pública. À frente da Assembleia Legislativa do Paraná, o parlamentar incentivou a realização de sessões itinerantes pelo interior do estado, promovendo o debate direto entre prefeitos, vereadores, representantes de entidades de classe e lideranças comunitárias.
Durante a entrevista na emissora de televisão, a falta de articulação política em Brasília foi apontada por Curi como um dos fatores que dificultam o avanço de pautas e projetos considerados estratégicos para o desenvolvimento paranaense.
Entre os tópicos mencionados pelo candidato estão a viabilização de investimentos robustos na Ferroeste, a execução do Contorno Ferroviário de Curitiba, a construção da terceira pista do Aeroporto Internacional Afonso Pena, a urgente revisão da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada para hospitais filantrópicos e Santas Casas, além da ampliação dos repasses de recursos federais destinados à educação básica municipal.
“O senador tem a função de fiscalizar, de legislar, mas de defender o seu Estado”, resumiu Curi ao elencar as prioridades de sua plataforma política.
Proposta de Fundo Sul para emergências climáticas
A atenção voltada aos municípios também ganhou destaque quando a sabatina abordou os recentes desastres naturais e eventos climáticos extremos que causaram prejuízos em diversas cidades do Paraná.
Na ocasião, Curi reiterou a defesa pela criação de um Fundo Sul, um mecanismo financeiro conjunto destinado a custear obras de infraestrutura preventiva e garantir respostas logísticas e financeiras mais ágeis em situações de calamidade pública e emergência nos três estados da região sulista.
O candidato argumentou que episódios recentes registrados no Vale do Ribeira evidenciaram a burocracia e as barreiras que os municípios enfrentam para obter o apoio financeiro imediato do governo federal. “Eu tenho defendido um fundo de infraestrutura, um fundo para fazer investimentos em eventos climáticos e esse recurso sendo liberado automaticamente”, explicou.
A implementação da proposta, segundo a avaliação de Curi, asseguraria que os valores previamente provisionados no fundo pudessem ser aplicados sem delongas em operações coordenadas pela Defesa Civil, no restabelecimento da trafegabilidade em estradas danificadas e na assistência direta à população afetada pelas intempéries.
Resgate da representatividade regional
Para Curi, o fortalecimento institucional e a retomada do protagonismo político do Paraná dependem diretamente da harmonia e da cooperação contínua entre o Senado Federal, a administração estadual e as prefeituras municipais.
“A minha candidatura representa tudo isso, mas, principalmente, a volta do protagonismo do Paraná no Senado”, enfatizou.
Nas considerações finais da sabatina, o candidato reafirmou o compromisso de manter um mandato pautado pela presença constante nos municípios e pelo entendimento profundo das particularidades regionais do estado.
“Eu sempre coloquei o Paraná em primeiro lugar. Eu nunca coloquei o Paraná como segunda opção. Sempre em primeiro lugar”, concluiu Curi.
Fonte:: diariopr.com.br


