Por Augusto Mafuz
05/04/2026 20:56 – Atualizado: 05/04/2026 20:56
Recentemente, o Athletico tem levantado discussões sobre qual é, de fato, seu estado natural. O time que venceu o Santos (2 a 1), o Cruzeiro (2 a 1) e, de forma emblemática, o Botafogo (4 a 0) na Baixada, ou aquele que sofreu derrotas contundentes para o Bahia em Salvador (3 a 0) e o Atlético-MG em Belo Horizonte (2 a 1)? Tais oscilações na performance da equipe deixam claro que a situação é mais complexa do que parece. Para ilustrar essa dualidade, recorro ao aforismo de Carlos Drummond de Andrade: “há muitas razões para duvidar e uma só para crer”. E a análise racional aponta que a inconsistência do time se deve à composição do elenco, que, com exceção de Luiz Gustavo, parece ter características de um time de Segunda Divisão.
É tentador atribuir os deslizes e a falta de resultados à figura do técnico Odair Hellmann, bastante criticado após os últimos jogos. Ele abriu mão de algumas convicções, mas sua decisão de escalar três zagueiros, que visava uma proposta mais ofensiva, acabou por fragilizar sua estrutura defensiva. A presença de Benavídez e Dérik na defesa não trouxe os resultados esperados, uma vez que a linha de frente não consegue se impor como deveria. Para melhorar a estratégia, Hellmann poderia se inspirar em Johan Cruyff, que sempre defendeu a importância de um futebol organizado, utilizando formações como o 4-4-2, que conectam o meio-campo ao ataque.
O que se torna cada vez mais claro é que a conduta adotada pelo treinador em determinados jogos revela uma fragilidade nas decisões e na escalação. Por exemplo, em Belo Horizonte, sua escolha por Leozinho, um jogador que já estava fora dos planos, levou a uma série de problemas, incluindo um contra-ataque fatal do time adversário que resultou no segundo gol do Atlético-MG, encerrando as esperanças do Furacão de reverter a partida.
Nos públicos espectros do futebol, é comum que o técnico seja o principal apontado nas derrotas. No entanto, a situação do Athletico exige uma visão mais abrangente. Hellmann tem buscado motivar o time nas partidas em casa, utilizando o fator emocional como estímulo. Essa abordagem tem se mostrado eficaz na Baixada, onde o time consegue se superar. No entanto, quando atua fora de casa, a qualidade técnica do elenco se torna um fator determinante, e, com exceção de alguns atletas como Santos, Luiz Gustavo e Esquivel, o restante do time apresenta um desempenho considerado inferior, muitas vezes alinhado a clubes de divisões inferiores.
Atualmente, com 16 pontos, o Athletico ainda se mantém na parte superior da tabela, mas é importante relativizar as falhas de Odair Hellmann diante do desempenho global do time. A instabilidade nas partidas externas deixa claro que, sem o apoio da torcida, o time enfrenta dificuldades que vão além das decisões do treinador.
Além disso, enquanto o Athletico luta para encontrar seu caminho no campeonato, o Paraná Clube se destaca de forma positiva, comemorando uma recente vitória sobre o Nacional, o que o aproxima da classificação na Segundona. O cenário do futebol paranaense está recheado de histórias e personagens, com ex-jogadores do Athletico como Paulo André se reinventando como comentaristas durante a Copa de 2026 e outros brilhando fora do país, como é o caso de um ex-atleta que mira a seleção brasileira enquanto exibe um excelente desempenho na Alemanha.
Por outro lado, o Coritiba enfrenta uma fase negativa, não conseguindo sustentar uma vantagem em jogos recentes, o que contribui para uma série de resultados desfavoráveis no Brasileirão. Para acompanhar todos esses desafios e emoções do futebol, é importante estar atento às partidas e resultados, já que a competição é acirrada e cada jogo pode alterar a trajetória dos clubes envolvidos.
Fonte:: umdoisesportes.com.br




