O Coritiba agiu rapidamente nos bastidores e iniciou a intensa busca por um novo comandante para a sequência da temporada. A movimentação nos escritórios do clube ocorre após a demissão oficial do técnico Fernando Seabra, sacramentada em meio à pior fase da equipe alviverde no Campeonato Brasileiro, com apenas seis rodadas restando para o encerramento da competição e a luta encarniçada contra o rebaixamento.
Até o momento exato desta publicação, a diretoria optou pela cautela e ainda não anunciou acordos oficiais ou revelou publicamente quais profissionais estão sendo avaliados pelo departamento de futebol. Enquanto o substituto definitivo não é contratado, o time principal do Coritiba será conduzido interinamente pela comissão técnica permanente. O grupo é formado pelos auxiliares Guilherme Bossle e Reginaldo Nascimento, este último sendo um ex-volante e amplamente reconhecido como ídolo histórico da torcida alviverde.
Coritiba demite Fernando Seabra após jejum de vitórias
A saída de Fernando Seabra do comando técnico foi comunicada oficialmente pela diretoria na tarde de uma terça-feira, exatos um dia após a derrota sofrida por 1 a 0 diante do Grêmio, jogando no estádio Couto Pereira. O revés em casa serviu para aprofundar a crise e ampliar para sete partidas consecutivas o jejum de vitórias do Coxa dentro do Campeonato Brasileiro.

Seabra não é mais o treinador do Coxa.(Foto: Geraldo Bubniak/AGB/Icon Sport)
Durante essa sequência altamente negativa, a equipe acumulou cinco derrotas e apenas dois empates, somando mofados dois pontos dos 21 que foram disputados em jogo — o que representa um aproveitamento pífio de 9,5%. Além da falta de resultados positivos, a defesa alviverde demonstrou extrema fragilidade ao sofrer 18 gols ao longo dessas sete partidas.
Contratado inicialmente em dezembro de 2025 com expectativas de estabilidade, Fernando Seabra esteve à frente da casamata do Coritiba em 42 partidas oficiais. O seu retrospecto geral registrou 14 vitórias, 13 empates e 15 derrotas, encerrando a sua passagem pela capital paranaense com um aproveitamento de 43,6% dos pontos disputados.
Comissão permanente assume o comando do time
Com a saída imediata de Seabra, os auxiliares Guilherme Bossle e Reginaldo Nascimento, que integram a estrutura da comissão técnica permanente do clube, assumiram a responsabilidade de coordenar a preparação física e tática do elenco. O trabalho precisa ser intensivo, já que a diretoria segue vasculhando o mercado em busca de um nome de peso para o cargo.
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Guila Bossle assume o Coxa enquanto diretoria não anuncia novo treinador. Foto: JP Pacheco/Coritiba
A definição da nova comissão ocorre justamente em meio a uma semana extremamente curta de treinamentos e alta pressão psicológica. O Coritiba tem compromisso marcado contra o Vitória logo em seguida, em partida agendada para o estádio Couto Pereira, valendo diretamente como um confronto direto dramático na parte inferior da tabela de classificação. A proximidade cronológica do duelo eleva consideravelmente a probabilidade de que a dupla da casa permaneça no banco de reservas para orientar o grupo.
Seabra admitiu frustração antes de deixar o cargo
Logo após o apito final da partida perdida para o Grêmio, o agora ex-treinador Fernando Seabra veio a público e reconheceu abertamente a sua total frustração com o desempenho fraco exibido pelos jogadores diante de um público superior a 30 mil torcedores presentes no Couto Pereira. Na ocasião, o técnico também declarou publicamente que o grupo carregava uma “dívida” moral com os torcedores alviverdes.
“A gente está muito decepcionado, não tem outra palavra. Estamos devendo à nossa torcida, não só no resultado, mas principalmente na atuação”, afirmou Fernando Seabra durante a sua última entrevista coletiva após o revés para os gaúchos.
Essa manifestação sincera de desgaste aconteceu poucas horas antes de a cúpula diretiva do clube decidir pela interrupção do trabalho. Seabra já vinha sofrendo enorme desgaste e forte pressão externa devido à queda acentuada de rendimento técnico apresentada pela equipe ao longo de todo o segundo turno do campeonato.
Torcida organizada pressiona SAF e dirigentes

Império cobrou SAF e dirigentes como Jorge Andrade e William Thomas. Foto: Montagem com Geraldo Bubniak/ZUMA Press Wire/IconSport e Divulgação/Coritiba
O clima nos bastidores do Alto da Glória azedou de vez e a pressão sobre os responsáveis pelo departamento de futebol aumentou vertiginosamente após o tropeço recente. Através de um manifesto oficial contundente, a torcida organizada Império Alviverde cobrou publicamente jogadores, comissão técnica, os executivos da SAF e dirigentes como William Thomas e Jorge Andrade. A liderança da torcida fez questão de ressaltar o apoio incondicional que vem sendo dado nas arquibancadas, mas exigiu uma mudança de postura imediata para evitar o pior na reta derradeira da temporada.
“Não estamos cobrando favor. Estamos exigindo respeito à camisa, à história e à grandeza do Coritiba. Chega de desculpas! Queremos atitude, comprometimento e resultados! Acabou a paciência!”, disparou a Império Alviverde em nota oficial divulgada nas redes sociais.
Fonte:: umdoisesportes.com.br


