Uma iniciativa da equipe de exploração lunar da China está em andamento para pesquisar a construção de uma estufa na superfície lunar. Wang Qiong, engenheiro sênior da Administração Espacial Nacional da China (CNSA), compartilhou detalhes durante uma entrevista a jornalistas em Pequim, na terça-feira, 21 de abril de 2026.
O projeto visa desenvolver tecnologias de construção específicas para a Lua, que possibilitem a criação de uma estufa capaz de auxiliar rovers e robôs a suportarem melhor as severas condições da noite lunar, conforme explicou Wang. Durante esse período, que dura 14 dias, as temperaturas podem cair para menos de 200 ºC, o que representa desafios significativos para qualquer equipamento enviado ao satélite.
Com o foco na exploração lunar e a perspectiva de estadias prolongadas na Lua, a ideia de instalar uma estufa na superfície se torna cada vez mais relevante. Essa instalação pode servir como um suporte vital para futuras missões e pesquisas na região.
Além disso, Wang Qiong também é vice-projetista-chefe da missão Chang’e-6, que foi realizada em 2024. Ele destacou que, através do estudo das amostras coletadas durante a missão, os cientistas chineses conseguiram realizar grandes avanços na compreensão da história evolucionária do lado oculto da Lua.
O retorno da sonda Chang’e-6 ocorreu em 25 de junho de 2024, quando o módulo de pouso trouxe de volta 1.935,3 gramas de amostras do lado distante da Lua, representando um marco histórico para a exploração espacial. Essa foi a primeira vez que amostras dessa área foram trazidas à Terra, o que abre novas possibilidades para a pesquisa científica.
Wang também mencionou a colaboração internacional que teve lugar durante a missão Chang’e-6. A missão foi projetada para incluir um CubeSat do Paquistão e três experimentos científicos originários da França, da Agência Espacial Europeia e da Itália. Todos esses projetos alcançaram resultados que superaram as expectativas, contribuindo para o avanço do conhecimento na área de exploração espacial.
O progresso contínuo da exploração lunar pela China reflete um interesse crescente em compreender melhor o nosso satélite natural e desenvolver tecnologias que possam facilitar essa jornada. Com o planejamento de atividades futuras, como a possível construção de estufas, a possibilidade de estabelecer uma presença humana permanente na Lua se torna mais tangível.
A ideia de realizar atividades agrícolas ou de pesquisa em um ambiente lunar, com o uso de estufas, pode ser um passo essencial para missões mais longas e, possivelmente, para a colonização do espaço. O desenvolvimento dessas tecnologias também poderá servir como um modelo para futuras missões em outros planetas, como Marte.
À medida que a China avança em suas ambições espaciais, o mundo observa com expectativa o que as próximas etapas da exploração lunar trarão em termos de descobertas científicas e inovações tecnológicas.
Este texto baseia-se em informações divulgadas pela Xinhua em 21 de abril de 2026 e foi adaptado para atender aos padrões do portal de notícias.
Fonte:: poder360.com.br



