Curitiba está se preparando para enfrentar um período desafiador no que diz respeito às doenças respiratórias, com a aproximação dos dias mais frios. A Secretaria Municipal de Saúde deu início a um plano de contingência voltado para lidar com emergências de saúde pública relacionadas à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
- Atualmente, Curitiba está classificada em um período de “risco alto” para doenças respiratórias.
A estratégia delineada pela cidade organiza as ações em cinco níveis operacionais: Normalidade, Mobilização, Alerta, Emergência e Crise, que são definidos com base na intensidade epidemiológica observada.
No momento, a cidade encontra-se na fase de “mobilização”. Neste estágio, a prioridade é assegurar o abastecimento de insumos essenciais, por meio de aquisições planejadas e formação de estoques adicionais para evitar desabastecimento durante os períodos mais críticos.
Além disso, o município está começando a fase considerada de “risco alto” para doenças respiratórias. Segundo o calendário de sazonalidade, o aumento no número de atendimentos geralmente começa na semana epidemiológica 13, que abrange o período entre 29 de março e 4 de abril, atingindo seus picos de incidência entre as semanas 17 e 27 — intervalo que, neste ano, vai de 26 de abril a 11 de julho.
Evolução dos atendimentos nas semanas epidemiológicas
Os dados históricos revelam a evolução dos atendimentos nas primeiras semanas desse período. Na semana 13, o número de atendimentos nota-se uma variação entre 10.186 e 14.403 casos; em 2026, foram contabilizados 10.402 atendimentos.
Para a semana 14, a média histórica é de 11.090 a 17.402 atendimentos, sendo que neste ano houve 12.466 registros.
Na semana 15, espera-se que o número de atendimentos varie entre 11.198 a 17.519, com 13.596 atendimentos registrados em 2026.
Finalmente, na semana 16, quando a média varia de 11.631 a 19.551 casos, o município também registrou 13.596 atendimentos.
Paraná em alerta para Síndromes Respiratórias Agudas Graves
Com a chegada das estações mais frias, o Estado do Paraná está em um período de maior atenção para as Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG). O boletim InfoGripe, produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta que as regiões Sul e Sudeste estão em um estado de alerta, com risco moderado a alto para o aumento de casos, tendência que deve se intensificar ao longo do outono e inverno.
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) enfatiza que o aumento de doenças respiratórias nessa época do ano é uma expectativa comum, o que reforça a importância das ações preventivas, especialmente a vacinação.
Vírus como o da Influenza, Covid-19, e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) são os principais responsáveis pelas SRAGs e podem levar a complicações graves e até a óbitos, principalmente entre grupos mais vulneráveis.
De acordo com o boletim epidemiológico da Sesa, nas primeiras 13 semanas de 2026, o Estado registrou 4.052 casos e 170 mortes por SRAG, números que estão abaixo dos registrados em 2025, quando até a 14ª semana epidemiológica foram contabilizados 4.520 casos e 247 óbitos.
Os dados mostram que a população idosa continua a ser a mais afetada; pessoas com mais de 80 anos foram responsáveis por 24 das mortes registradas. Nas mortes relacionadas à Influenza, a média de idade das vítimas é de 77 anos.
Orientações sobre sintomas leves e graves
As autoridades de saúde orientam que indivíduos com sintomas leves devem procurar a unidade de saúde mais próxima ou contatar a Central Saúde Já Curitiba, que oferece atendimento pelo telefone 3350-9000, de segunda a sexta-feira, das 7h às 22h, e nos finais de semana e feriados, das 8h às 20h.
Por outro lado, os casos mais graves necessitam ser encaminhados às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), especialmente na presença de sinais de urgência, como dificuldade para respirar.
A importância da vacinação
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) destaca que a vacinação continua sendo a estratégia mais eficaz para reduzir hospitalizações, complicações e mortes. Vacinas contra Influenza, Covid-19 e VSR são essenciais para proteger a população, particularmente os grupos prioritários.
“Estamos adentrando em um período que historicamente é o mais desafiador, onde os vírus se espalham mais facilmente, já que as pessoas tendem a ficar em espaços fechados. Além das medidas de proteção, como evitar aglomerações, é crucial que todos se vacinem. A vacina é a melhor forma de evitar que uma gripe evolua para problemas mais graves de saúde”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
Fonte:: bemparana.com.br



