Conjuntivite e febre alta são sintomas da Arcturus, a nova variante da Covid-19 que já está no Brasil

Arcturus ou XBB.1.16 não oferece riscos mais graves, apesar de ser mais transmissível; a variante já circula no Brasil, segundo o Ministério da Saúde

Redação Rádio Plug
Imagem: NIAID

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a subvariante XBB.1.1.6 do coronavírus como variante de interesse. Também chamada pelos cientistas de Arcturus, a variante tem maior potencial de transmissão que a já conhecida XBB.1.5, mas não oferece novos riscos à saúde. Em coletiva de imprensa na última quarta-feira (26), o Diretor Geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que o surgimento da nova variante XBB.1.16 mostra que “o vírus ainda está mudando e ainda é capaz de causar novas ondas de doenças e mortes”.

Em 27 de março, 712 sequências XBB.1.16 foram relatados de 21 países. No entanto, até o momento, os relatórios não indicam um aumento nas hospitalizações, internações em UTI ou mortes devidas a Arcturus. Além disso, atualmente não há estudos laboratoriais relatados sobre marcadores de gravidade da doença para XBB.1.16.

De acordo com o Ministério da Saúde, um caso da variante XBB.1 16 foi registrado no Estado de São Paulo. A pasta afirma que as evidências sobre essa linhagem “não indicam riscos à saúde pública se comparada a XBB.1.5” – que é a principal cepa em circulação no País – e nem de aumento na gravidade dos casos.

Sintomas
Segundo informações publicadas pela imprensa internacional, os sintomas associados à subvariante não se diferem muito dos já conhecidos da Covid, mas se destacam: conjuntivite, coceira nos olhos ou olhos vermelhos, dor de garganta, febre alta, nariz entupido e dor no corpo. Na Índia, a variante pode estar ligada a uma “explosão de casos” de Covid desde janeiro deste ano.

Segundo epidemiologista Jesem Orellana, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), as atuais vacinas distribuídas no Brasil são capazes de proteger a população da nova nova variante. “Não há grande razão para pensarmos que vacinas como a bivalente deixarão de ser altamente efetivas para casos graves e morte por covid-19. Por enquanto, todas as vacinas seguem funcionando bem”, diz.

Com informações do site Tempo.

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