A Fomento Paraná disponibilizou R$ 18,3 milhões em crédito para apoiar os empreendimentos impactados pelo tornado que atingiu a cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no mês de novembro do ano passado. Essa ação visa auxiliar na recuperação das atividades econômicas na região, garantindo a manutenção de empregos e parte da renda das famílias locais.
Ao todo, 214 empresas foram beneficiadas pelo programa, com 144 operações de microcrédito, que atendem empreendedores informais, microempreendedores individuais (MEIs) e microempresas, com limites de até R$ 20 mil. Além disso, 70 empresas de micro e pequeno porte, com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões, foram atendidas pela linha Fomento Giro Fácil, que concede crédito de até R$ 800 mil. Vale destacar que, após a passagem do tornado, um total de 407 empresas solicitaram empréstimos no município.
Alguns processos de solicitação estão nas etapas finais de análise e podem acessar o montante restante disponível de R$ 2 milhões. Assim, o total de recursos liberados pelo Fundo de Desenvolvimento Estadual (FDE) para ajudar Rio Bonito do Iguaçu pode alcançar R$ 20 milhões.
Reconstrução em andamento
O Governo do Estado continua a oferecer suporte à reconstrução de Rio Bonito do Iguaçu, que foi severamente afetada pelo tornado em novembro de 2025. Desde o início da crise, a administração estadual implementou respostas rápidas, que inicialmente priorizaram o atendimento às necessidades imediatas da população, atingindo 90% da área urbana do município. Atualmente, as ações estão focadas em reformas e construções de residências e instalações públicas, além de assistência financeira para as famílias mais impactadas, com investimentos já superando R$ 63 milhões.
A prefeitura recebeu R$ 11,5 milhões do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap). Esse fundo passou por modificações aprovadas pela Assembleia Legislativa do Paraná logo após o desastre, possibilitando o repasse direto de verbas para as famílias afetadas e o município. Dentro desse montante, R$ 3,1 milhões foram alocados para a aquisição de materiais de construção, enquanto R$ 8,4 milhões foram destinados à compra de ônibus escolares, visando a reabertura das escolas na região.
Atualmente, Rio Bonito do Iguaçu ainda está sob um decreto de estado de calamidade pública, o qual permanece válido por 180 dias, sendo aprovado no dia seguinte ao evento desastroso. Após esse período, que se encerrará em abril, a prefeitura deve prestar contas sobre o uso dos recursos recebidos.
Programas emergenciais para as famílias
Os recursos do Fecap também foram direcionados para dois programas emergenciais destinados a apoiar diretamente as famílias afetadas: o Superação e o Reconstrução. O programa Superação oferece um auxílio mensal de R$ 1 mil por um período de seis meses para as famílias, enquanto o programa Reconstrução disponibiliza até R$ 50 mil para a compra de materiais de construção e pagamento de mão de obra para a recuperação de residências danificadas.
Até março, o programa Superação já havia liberado R$ 7,2 milhões em pagamentos, beneficiando cerca de 1.971 famílias ao longo de diferentes lotes, ajudando-as a retomar suas rotinas. Em relação ao pagamento do mês de fevereiro, que foi realizado em março, 1.951 famílias receberam juntas aproximadamente R$ 1,9 milhão.
Os repasses do programa Reconstrução atingiram um total de R$ 19,2 milhões, com a entrega de 654 cartões para que as pessoas afetadas possam realizar os pagamentos de materiais de construção ou contratar os profissionais responsáveis pelas obras nas suas casas. Somente em março, foram distribuídos mais 143 cartões, representando R$ 3,2 milhões para a compra de materiais e R$ 812 mil para a contratação de mão de obra.
Os valores do auxílio variam entre R$ 20 mil e R$ 50 mil, de acordo com o grau de destruição das residências, conforme laudos técnicos elaborados por engenheiros voluntários do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) e da Defesa Civil.
Nos casos de destruição total das moradias, o auxílio pode chegar até R$ 50 mil, sendo R$ 40 mil destinados à compra de materiais de construção por meio do Cartão Reconstrução e R$ 10 mil para a contratação de mão de obra, pagos através de vouchers de serviços. Para residências com danos parciais graves, o valor do auxílio chega até R$ 35 mil, enquanto para danos leves é possível obter até R$ 20 mil.
Fonte:: fomento.pr.gov.br




