DLSS 5 precisa de suporte amplo e integração total para ser viável, diz desenvolvedor

Redação Rádio Plug
Foto: Créditos: NVIDIA

A saga do DLSS 5 continua a ser tema de repercussão entre os profissionais da indústria de jogos. Recentemente, Fredrik Lönn, diretor técnico do estúdio Liquid Swords, ofereceu um insight sobre a viabilidade técnica do NVIDIA DLSS 5, revelado na conferência GTC 2026, e os desafios que sua adoção pode enfrentar no desenvolvimento de jogos.

Durante um evento que marcou o lançamento do jogo “Samson: A Tyndalston Story”, Lönn discutiu as condições necessárias para que essa nova ferramenta se torne uma parte viável do fluxo de trabalho na indústria de games. A análise do estúdio, que atualmente utiliza a versão 4.5 do DLSS, constatou que a tecnologia ainda não está no estágio adequado para ser integrada ao cronograma de finalização do título.

O que o estúdio responsável por Samson observou sobre o DLSS 5

A equipe do Liquid Swords analisou minuciosamente a apresentação do DLSS 5 durante a GTC 2026. A principal conclusão foi que, no estado atual, o recurso não se encaixava na linha do tempo de desenvolvimento de “Samson”. Lönn destacou que o trabalho de animação facial do elenco já estava finalizado, e a estética dos personagens havia sido definida. Para que uma tecnologia baseada em redes neurais generativas fosse adotada, seria essencial integrá-la desde o início do processo de criação de personagens, garantindo assim o controle criativo sobre o resultado final.

Controle artístico e economia de tempo na produção

Um dos benefícios mais significativos percebidos pela equipe é a potencial economia de tempo nos processos de produção. Embora o DLSS prometa ganhos com a renderização neural, o verdadeiro avanço reside na redução do tempo dedicado à criação de assets detalhados. Contudo, Lönn enfatizou que essa transformação só será viável se houver suporte universal para a tecnologia em diversas plataformas.

O diretor técnico foi claro ao afirmar que qualquer implementação futura deve funcionar em todas as plataformas para as quais o jogo está projetado. Sem essa abrangência, a adoção da ferramenta se torna inviável para projetos que buscam ser multiplataforma.

A exigência por integração profunda nas engines

A necessidade de maior controle artístico por parte dos desenvolvedores já havia sido mencionada em análises anteriores sobre o DLSS 5. Atualmente, a tecnologia apenas lê informações de cor e vetores de movimento da cena, e as opções de ajuste disponíveis para os estúdios são limitadas a parâmetros de intensidade do efeito, gradação de cores e mascaramento de áreas específicas. Uma integração mais profunda com motores gráficos, como a Unreal Engine, que acompanhou o desenvolvimento de “Samson: A Tyndalston Story” e outras produções de grande orçamento, facilitaria um uso mais eficiente da tecnologia.

Essa integração permitiria que os artistas mantivessem a supervisão estética sobre o visual do jogo ao mesmo tempo em que se beneficiariam da automação proporcionada pela nova ferramenta.

O desafio da disponibilidade de hardware multiplataforma

Outro ponto levantado por Lönn diz respeito às limitações técnicas e comerciais que cercam o DLSS 5. A demonstração do sistema na GTC 2026 necessitou de duas das GPUs mais poderosas já desenvolvidas: um par de GeForce RTX 5090 operando em conjunto. A NVIDIA assegura que trabalharia para tornar essa tecnologia viável em uma única placa, mas, mesmo assim, o desempenho desejado ainda estaria além do alcance do hardware presente em consoles como o PlayStation 5 e Xbox Series X|S, que são os dispositivos de jogos mais comuns na casa da maioria dos jogadores.

Isso contrasta com a estratégia da NVIDIA, que ao longo dos anos tem utilizado recursos proprietários como um meio de promover a adoção de suas placas de vídeo no mercado de PCs. No contexto atual, a execução do DLSS 5 fora do ambiente de máquinas de alto desempenho é considerada impraticável.

Se a demanda por suporte universal se estabelecer como um pré-requisito entre os estúdios, as perspectivas de adoção do DLSS 5 em projetos multiplataforma de grande escala podem ficar comprometidas desde o início.

Porém, é importante destacar que outras equipes de desenvolvimento poderão considerar os custos e benefícios da tecnologia com um enfoque mais flexível nos próximos meses. Assim, a discussão em torno do DLSS 5 continua aberta, e a expectativa é para que novos insights surjam enquanto as desenvolvedoras analisam o potencial dessa nova ferramenta no cenário atual.

E você, o que pensa sobre a implementação do DLSS 5? Compartilhe sua opinião e continue acompanhando as análises de tecnologia!

Fonte: WCCFtech

Fonte:: adrenaline.com.br

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