Domínio nacional .br alcança marca histórica e entra no seleto top 6 mundial

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Foto: Ana Paula Lobo Mande um e-mail

O ecossistema digital brasileiro registrou um marco importante para a sua história. O finalizador .br atingiu a marca de 6 milhões de nomes cadastrados, consolidando-se como um dos principais reflexos da identidade nacional na rede mundial de computadores. Gerenciado pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), o sufixo de código de país figura atualmente na sexta colocação entre mais de 300 extensões semelhantes existentes em todo o planeta.

Contudo, o impacto da marca vai muito além do volume expressivo de endereços ativos. O modelo de atuação por trás do registro destina parte dos valores arrecadados com a manutenção dos domínios para o fomento de melhorias em toda a infraestrutura tecnológica do país. Esses investimentos viabilizam desde o aprimoramento da conectividade até o financiamento de pesquisas estratégicas sobre os hábitos digitais da população brasileira, dados que fundamentam políticas públicas voltadas à inclusão digital e à redução das desigualdades sociais.

Reinvestimento e excelência técnica

De acordo com o diretor-presidente do NIC.br, Demi Getschko, a trajetória de sucesso do domínio nacional é sustentada por uma estrutura de gestão que une estabilidade técnica e o compromisso contínuo de devolver recursos à sociedade. “O NIC.br construiu um modelo de gestão que concilia solidez técnica e estabilidade operacional, com o compromisso de reinvestir recursos em benefício da Internet no país. O .br não é apenas uma referência para os brasileiros; o modelo que o alicerça é internacionalmente reconhecido”, destaca.

A solidez da infraestrutura nacional também é reforçada por Frederico Neves, diretor de serviços e tecnologia da entidade. O executivo aponta que o Brasil ocupa a segunda posição global em número de sistemas autônomos, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Esse avanço é sustentado pela dedicação diária de mais de 300 profissionais, que atuam na proteção e expansão da rede em território nacional, mantendo tarifas acessíveis e alta confiabilidade operacional.

Diversidade de categorias e expansão

Um dos diferenciais do .br é a ampla variedade de categorias disponíveis para o registro, permitindo que empresas, profissionais liberais, órgãos públicos e criadores de conteúdo identifiquem com precisão suas atividades na web. Atualmente, o sistema conta com quase 150 categorias distribuídas em 11 grandes grupos temáticos, que abrangem desde áreas tradicionais como educação e governo — incluindo o portal gov.br — até segmentos específicos voltados para novas tecnologias.

Nos últimos anos, o portfólio de opções foi ampliado com a introdução de novos sufixos voltados a interfaces de programação de aplicações (api.br), projetos de Inteligência Artificial (ia.br), perfis em redes sociais (social.br) e opções de uso geral (xyz.br). A estruturação lógica dos endereços preserva a semântica e facilita a navegação dos usuários, permitindo reconhecer rapidamente a finalidade de cada página acessada.

Segurança e acessibilidade

Os titulares de endereços com finalização nacional contam com ferramentas avançadas de segurança digital. Entre os recursos disponibilizados estão a autenticação em duas etapas por token e o suporte ao DNSSEC (Domain Name System Security Extensions), tecnologia que blinda o sistema contra adulterações e tentativas de redirecionamento fraudulento. Atualmente, quase 2 milhões de domínios já utilizam essa camada adicional de proteção.

Além da segurança, o serviço se destaca pela previsibilidade de custos. O valor anual para manter um endereço .br permanece inalterado desde 2017, custando R$ 40 por ano, com opções de renovação antecipada que podem chegar a uma década. Com servidores distribuídos estrategicamente pelo Brasil e em continentes como América do Norte, Europa e Ásia, o registro nacional reafirma seu papel como uma ferramenta acessível para preservar a identidade e a autonomia digital de cidadãos e empresas.

Fonte:: convergenciadigital.com.br

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