Eliminação vexatória do Athletico no Barradão expõe fragilidades e atuação desastrosa

Redação Rádio Plug
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Goleiro Santos falhou na eliminação do Athletic...

A derrota por 4 a 0 sofrida diante do Vitória, no estádio Barradão, entrou para a história recente do Athletico como um dos momentos mais difíceis e uma das eliminações mais vexatórias da equipe, ficando atrás apenas da memória do rebaixamento para a Segunda Divisão. Uma partida absolutamente desastrosa do Athletico que evidenciou falhas estruturais e estratégicas desde o apito inicial, com a equipe optando por ceder a iniciativa e entregar a posse de bola ao adversário baiano.

O panorama tático desmoronou logo com a saída de João Cruz, peça que havia sido o principal destaque ofensivo no confronto de ida, vencido pelos paranaenses por 2 a 0. Sem conseguir se impor em nenhum setor do campo, o Furacão acumulou erros individuais e coletivos. E outro ponto para se destacar foi a atuação desastrosa do Santos, acredito que tenha sido a pior partida na carreira dele. O arqueiro falhou diretamente em três dos quatro tentos assinalados pelos mandantes, abalando severamente a confiança do grupo em campo.

Problemas estruturais e dependência de peças-chave

Além das falhas defensivas, o time demonstrou carências físicas e técnicas em vários setores. Jogadores importantes, como Viveros, ainda não conseguiram retomar o nível de atuação e o protagonismo exibidos antes da paralisação para a Copa do Mundo. A insistência da comissão técnica comandada por Odair Hellmann na utilização de Mendoza em funções mais defensivas também gerou questionamentos, uma vez que a escolha acaba sacrificando a capacidade ofensiva do atleta sem garantir a solidez esperada na retaguarda.

Ficou evidente a forte dependência que o Athletico possui de atletas como Esquivel e Claudinho. Quando ambos estão em campo, o ritmo flui, mas a ausência ou substituição deles desorganiza completamente o desenho tático da equipe, cenário que se repetiu de forma drástica no Barradão. Enquanto nomes mais jovens, a exemplo de Leozinho, ainda demonstram precisar de maturação para duelos decisivos, veteranos contratados para trazer experiência, como Luiz Gustavo, tiveram uma atuação muito abaixo do esperado, acumulando erros simples de passes no meio-campo e demonstrando que o clube está longe de ostentar a constância de gigantes europeus.

Perspectivas e a busca por reestruturação no Brasileirão

Apesar do revés histórico na Copa do Brasil, a avaliação geral sobre o trabalho liderado por Odair Hellmann permanece positiva. A comissão tem conseguido extrair o máximo de um elenco considerado enxuto. A expectativa é que novas peças, como Kerwin Vargas, ganhem espaço na equipe titular devido ao desempenho diferenciado apresentado nas oportunidades em que foram acionados, obrigando o treinador a reavaliar alternativas táticas, especialmente diante do rendimento abaixo do esperado de jogadores como Bruno Zapelli em partidas de pressão.

Com o encerramento da participação no torneio eliminatório, o foco da equipe passa a ser inteiramente o Campeonato Brasileiro. O próximo desafio ocorre já no próximo domingo, fora de casa, contra o Santos. Para a partida, o Furacão precisará lidar com a ausência do goleiro titular, suspenso, abrindo espaço para a avaliação das condições de Mycael na meta rubro-negra. O momento exige reavaliação de conceitos, correção de rumos e união do grupo para garantir a estabilidade na elite do futebol nacional e buscar vagas em competições continentais.

Fonte:: umdoisesportes.com.br

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