O Instituto Água e Terra (IAT) anunciou no Diário Oficial do Estado na última quarta-feira (6) a Portaria nº 323/2026, que institui a proibição temporária da pesca, do consumo de peixe e do uso da água da Represa do Capivari para atividades recreativas, como banho e natação. Essa medida preventiva é uma resposta a um acidente ambiental ocorrido no dia 26 de abril, na BR-116, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba.
A restrição também se estende ao uso da água para a dessedentação de animais e outras finalidades que possam representar risco à saúde num raio de dois quilômetros do local do acidente. A proibição terá uma duração inicial de 30 dias, contados a partir da publicação da portaria, podendo ser prorrogada com base na avaliação técnica do IAT.
O acidente em questão envolveu o derramamento de tintas, vernizes e solventes, todos classificados pela Organização das Nações Unidas como substâncias com potencial contaminante para os corpos hídricos e a biota aquática. O diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin, destacou que existe o risco da presença de hidrocarbonetos, compostos orgânicos voláteis (VOCs), BTEX e metais pesados na água, além de representar uma ameaça à saúde pública por meio do consumo de peixes contaminados.
Essa proibição se aplica a todas as modalidades de pesca, sejam elas profissionais, amadoras ou de subsistência, tendo como objetivo proteger a saúde da população e a qualidade do meio ambiente. O acidente foi resultado de um caminhão que saiu da pista e caiu na represa durante uma forte chuva, transportando uma carga de tintas e solventes. Infelizmente, o incidente resultou na morte de duas pessoas.
Equipes do Corpo de Bombeiros do Paraná (CBMPR), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e dos órgãos ambientais estiveram encarregadas do atendimento à ocorrência e das ações de contenção ambiental logo após o acidente. O IAT enfatizou que a medida esta alinhada aos princípios da prevenção e da precaução inherentemente previstos na Política Nacional do Meio Ambiente, visando proteger a integridade dos ecossistemas aquáticos até que as análises laboratoriais sobre a qualidade da água sejam concluídas.
É importante frisar que qualquer violação da portaria poderá acarretar sanções previstas na legislação ambiental vigente, incluindo penalidades administrativas e possíveis ações crimes.
Fonte:: iat.pr.gov.br




