Novas regras para aumentar o tempo útil de partida no futebol nacional

Redação Rádio Plug
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O árbitro Braulio da Silva Machado, em Athletic...

Os clubes participantes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro deram o aval, durante uma reunião realizada na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), para a implementação imediata de novas diretrizes voltadas a combater a cera e o antijogo nas partidas. A partir da próxima rodada, o torneio passa a adotar inovações baseadas nas diretrizes experimentadas pela International Football Association Board (IFAB).

A proposta apresentada pela entidade máxima do futebol brasileiro visa alinhar o país com as tendências que devem marcar o cenário internacional nos próximos anos. Com o respaldo unânime das diretorias, o pacote de medidas entra em vigor no atual calendário com o objetivo principal de elevar o tempo de bola rolando durante os confrontos oficiais.

Principais mudanças aprovadas

Entre as alterações mais significativas está a rigidez no controle do relógio por parte dos árbitros. Os goleiros, por exemplo, passam a ter o limite máximo de oito segundos para reter a redonda nas mãos; caso ultrapassem o período estabelecido, a punição será a marcação de um escanteio a favor da equipe adversária.

Além disso, foram estipulados tetos de tempo para a realização de arremessos laterais e cobranças de tiro de meta, ambos fixados em cinco segundos após o controle da bola. No caso das substituições, o atleta substituído terá até dez segundos para deixar o campo de jogo, obrigatoriamente utilizando o caminho mais curto até a linha lateral ou de fundo.

Outra alteração de impacto físico e tático envolve o atendimento médico no gramado. O jogador que receber assistência da equipe de saúde precisará obrigatoriamente deixar o campo e permanecer fora das quatro linhas por pelo menos um minuto. Se o atendimento for prestado ao goleiro, cabirá ao treinador ou ao capitão definir qual jogador de linha cumprirá a sanção temporária de ausência no gramado.

Disciplina e arbitragem

A relação entre os atletas e a equipe de arbitragem também sofreu modificações severas. Ficou estabelecido que apenas o capitão de cada equipe terá autorização para dialogar e tirar dúvidas com o árbitro principal durante situações específicas do jogo, reduzindo a pressão coletiva sobre a autoridade máxima da partida.

Como medida rigorosa de conduta, gestos intencionais para cobrir a boca durante discussões com adversários ou com a equipe de arbitragem passarão a ser tratados como infração grave, passíveis de cartão vermelho direto, alinhando-se a protocolos internacionais de fair play.

No âmbito tecnológico, o uso do VAR foi ampliado. A ferramenta de vídeo passa a ter autonomia para revisar lances que resultem na aplicação de um segundo cartão amarelo culminando em expulsão. Além disso, foi aprovada para a temporada de 2027 a revisão de cobranças de escanteio concedidas de maneira equivocada, desde que resultem diretamente em gol ou penalidade máxima.

Expectativa de aumento na minutagem

Est습니다 estimativas preliminares da FIFA apontam que o novo conjunto de regulamentações tem potencial para acrescentar cerca de 5 minutos e 49 segundos de bola rolando a cada partida oficial. O diagnóstico anterior indicava que o Brasileirão da Série A registrava uma média de 52 minutos e 54 segundos de tempo útil antes das paralisações para a Copa do Mundo.

A meta estipulada globalmente busca alcançar os 60 minutos de bola rolando, patamar que atualmente não é atingido por nenhuma das principais ligas do futebol europeu. Dados da empresa OPTA Stats Perform mostram que ligas como a Premier League registram média de 55 minutos e 23 segundos, enquanto o Campeonato Francês e a Bundesliga alcançam 56 minutos e 17 segundos.

Durante o encontro com os dirigentes, o vice-presidente da CBF, Gustavo Dias Henrique, enfatizou a importância da colaboração mútua e da serenidade para que os resultados almejados sejam alcançados a médio e longo prazo.

“As mudanças na arbitragem são difíceis, requerem tempo e precisam de mecanismos para se chegar onde queremos. Estamos investindo valores milionários em equipamentos e treinamentos e não é de uma hora para outra que tudo vai mudar. Precisamos dos clubes e dos dirigentes neste processo”, pontuou o dirigente.

A reformulação regulamentada é fruto de um levantamento inédito intitulado “Tempo de Bola Rolando no Futebol Brasileiro”, desenvolvido em conjunto com a CBF Academy com base em relatórios estatísticos detalhados sobre o comportamento das partidas nacionais.

Fonte:: bemparana.com.br

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